Antônio de Castro Lopes (Rio de Janeiro, 5 de janeiro de 1827–11 de maio de 1901) foi um médico, escritor e político brasileiro.
Castro Lopes nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 5 de janeiro de 1827, filho do médico Domingos Genésio Lopes de Araújo e Amália Honória de Castro Araújo.
Matriculou-se aos 16 anos na Faculdade Nacional de Medicina e formou-se em 20 de dezembro 1848, com a tese Dissertação acerca da utilidade da dor.
Em 31 de dezembro de 1848 casou-se com sua primeira esposa, Rita Barbara Pires Ferrão, com quem teve nove filhos, dos quais apenas quatro chegaram à fase adulta. Destes, dois também se tornaram escritores: Domingos de Castro Lopes e João Baptista Pires de Castro Lopes.
Após o falecimento da primeira esposa, casou-se com Francisa Rosa de Macedo Franco, com quem teve mais dois filhos que morreram ainda na infância.
Foi deputado distrital da Assembleia Geral da província do Rio de Janeiro de 1854 a 1855.
Morreu às 23h30 de 11 de maio de 1901, aos 74 anos, no Hospital da Ordem do Carmo, Rio de Janeiro. Foi sepultado no dia seguinte, às 17h, no cemitério da mesma ordem.
Escreveu sua primeira peça de teatro ainda na faculdade, em 1847, intitulada Abamoacara.
Fundou o periódico Bazar Volante em 1863, onde escreveu sob o pseudônimo Petrosculus por seis meses, quando passou a redação para França Júnior.
Entre fevereiro e maio de 1889, Castro Lopes manteve uma coluna na Gazeta de Notícias em que trazia discussões acerca de estrangeirismos franceses e ingleses, propondo sua substituição por palavras vernáculas ou neologismos criados por ele mesmo. Ainda em maio, Castro Lopes anunciou o lançamento do livro Neologismos indispensáveis e barbarismos dispensáveis, compilando todos os artigos escritos para a coluna. Seu filho, Domingos de Castro Lopes, preparou uma segunda edição aumentada com os neologismos criados após 1889 e publicou-a postumamente em 1909.
Alguns neologismos propostos por Castro Lopes se tornaram palavras comuns no vocabulário brasileiro, como cardápio (substituindo o francês menu), mas a maioria nunca foi usada fora dos seus textos ou ficou restrita a formas poéticas das palavras originais.
Machado de Assis mantinha a coluna Bons Dias! no mesmo jornal que Castro Lopes publicava seus neologismos. Em tom jocoso, Machado criticou o purismo extremado do autor com a língua portuguesa e suas propostas pouco práticas.
Métodos de ensino de leitura no Império brasileiro: António Feliciano de Castilho e Joseph Jacotot https://doi.org/10.11606/T.48.2020.tde-19112019-163229
«Antônio de Castro Lopes». Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos - UFSC