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Araruama

Município brasileiro no estado do Rio de Janeiro

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Araruama (tupi: Arara'y'u-aba, «lugar de as araras beberem água»)? é um município brasileiro situado no interior do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22°52'22" de latitude sul e 42°20'35" de longitude oeste, a uma altitude de quinze metros. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, era de 137 906 habitantes, sendo a segunda maior população da Região dos Lagos.

O município de Araruama estende-se por uma área de 638 276 km², marcados por planícies e alguns lagos, entre os quais, a Lagoa de Araruama e a Lagoa de Juturnaíba – esta última está situada entre os municípios de Araruama e Silva Jardim. Geograficamente, Araruama é o maior município da Região dos Lagos.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do município, segundo dados de 2010 era de 0,718 (alto), sendo considerado o 37° maior IDH-M do estado. Baseado em dados de 2000 a 2010, Araruama foi o município que mais cresceu no Índice de Desenvolvimento Humano em todo o estado do Rio de Janeiro. O Produto Interno Bruto (PIB) de Araruama, segundo dados de 2020 era de R$ 3 528 684,30, sendo considerado o 29° PIB mais alto do estado. Araruama possui uma economia forte em relação aos demais municípios do estado, é também a 2ª mais forte da Região dos Lagos.

Antes da colonização portuguesa, o território no qual hoje se situa Araruama foi ocupado de forma intensa pelos tupinambás, populações horticultoras e ceramistas de origem amazônica. No distrito de Morro Grande, foram localizados diferentes objetos arqueológicos como urnas funerárias, tigelas pintadas, além de uma grande variedade de formas cerâmicas utilitárias, datados em 3.200 anos, e o local está entre as mais antigas ocupações tupinambás em território nacional. É neste distrito que está localizado o Colégio Municipal Honorino Coutinho, que fica em cima do sítio arqueológico e desenvolve diversas atividades pedagógicas sobre a história local a partir dos vestígios arqueológicos.

Em 1534, com a divisão em capitanias hereditárias, a Região dos Lagos passou a integrar a Capitania de São Vicente, e após 1567, com a fundação de São Sebastião do Rio de Janeiro, a região ficou subordinada à Capitania do Rio de Janeiro. Com o fim da Guerra de Cabo Frio, a região passou a integrar a freguesia de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio, e o primeiro núcleo habitacional foi a Fazenda Parati, que inicialmente pertenceu a Miguel Riscado, e posteriormente à Martim Correia Vasques, José de Moura Corte Real, a Antônio Rodrigues de Melo e ao padre Antônio Gonçalves Marinho.

Na fazenda foi fundada, em 5 de março de 1698, a capela de Nossa Senhora do Cabo, e o curato de Nossa Senhora do Cabo de Paraty passou a ser vinculado à Matriz de Cabo Frio. O local foi renomeado após o edital de 10 de janeiro de 1799, quando foi criada a freguesia de São Sebastião de Araruama. Araruama pertenceu a Cabo Frio até 1852, quando, por Lei Provincial nº 628, passou a integrar a vila de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema. Em 6 de fevereiro de 1859, pelo Decreto Provincial nº 1.128, Araruama passou a ser a sede da vila, com a sua matriz em Mataruna, porém em 1860, Saquarema foi novamente elevada a vila, e a Freguesia de São Vicente de Paulo foi desmembrada de Cabo Frio e passou a pertencer a Araruama.

A elevação de Araruama à categoria de cidade ocorreu em 22 de janeiro de 1890, através de um decreto do governador Francisco Portela.

O hino da cidade de Araruama foi registrado em 10/1999 no D.O. do Estado do Rio de Janeiro (8775/3) numa publicação oficial, detendo daquela data o hino oficial ao compositor Pedro Paulo Pessoa Pinto (Pedro Pessoa - Músico), as belas citações que determinavam uma nova era de primor à cidade.

O primeiro brasão foi criado em 6 de fevereiro de 1859 e firmado em decreto em 10 de junho de 1935 pelo Prefeito Mario dos Santos Alves.

Significados:As cinco estrelas de cinco pontas representam cada um dos distritos de Araruama: o distrito sede (centro da cidade), Morro Grande, Iguabinha, São Vicente de Paulo e Praia Seca.

O cocar indígena e as flechas cruzadas em aspa (formando um "X") relembra os índios.

O moinho de vento e o monte de sal simbolizam o mais tradicional e característico produto do município.

O peixe, em campo de ouro, representa também um dos principais produtos de Araruama, graças à piscosidade da lagoa e do litoral.

As datas de 1859 e 1890 rememoram, respectivamente, a criação da antiga Vila de São Sebastião de Araruama e a sua elevação à categoria de cidade.

A coroa mural de cinco torres é o atributo heráldico à cidade.

O clima desta região é tropical, com precipitação anual pouco acima de 1 500 mm, atingindo a máxima entre novembro e março, sendo junho, julho e agosto os meses menos chuvosos. A temperatura média anual fica em torno de 23 °C, com mínimas diárias de 19 °C a 9 °C no inverno e máximas de 30 °C a 38 °C no verão.

O Museu Arqueológico de Araruama está situado na sede da Fazenda Aurora, tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). O casarão imponente, um prédio de características neoclássicas, foi erguido em 1862 e todo restaurado para abrigar, desde 2006, o Museu Arqueológico, que atualmente está fechado por não ter condições estruturais e de segurança para expor suas peças. No século XIX, a Fazenda fez parte da rápida e próspera produção de café da região, que chegou a ter dois portos para escoamento dos grãos.

O Museu Arqueológico localizado na Fazenda Aurora mantém ainda o engenho, as senzalas e a casa-grande, e preserva pinturas murais (trompe l’oeil) e trabalhos em estuque. Através de painéis e fotos e por meio de artefatos encontrados nos sítios arqueológicos de Araruama, o Museu Arqueológico conta a história da ocupação da Região dos Lagos pelos índios Tupinambás até serem dizimados. O acervo descoberto no sítio arqueológico de Morro Grande encontra-se no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

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