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Archibald Campbell, 1.º Marquês de Argyll

Archibald Campbell, 1.º Marquês de Argyll (março de 1607 – Edimburgo, 27 de maio de 1661) foi um nobre, político e membr

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Archibald Campbell, 1.º Marquês de Argyll (março de 1607 – Edimburgo, 27 de maio de 1661) foi um nobre, político e membro da Câmara dos Pares escocês. Chefe de fato do governo da Escócia durante a maior parte do conflito das décadas de 1640 e 1650, conhecido como as Guerras dos Três Reinos, ele foi o principal líder do movimento dos Covenanters, que lutava pelo estabelecimento do presbiterianismo em oposição à preferência do rei Carlos I e dos Teólogos Carolinos por estabelecer, em vez disso, tanto o anglicanismo da Alta Igreja quanto o episcopado. Ele é frequentemente lembrado como o principal antagonista do general monarquista James Graham, 1.º Marquês de Montrose.

Archibald Campbell era o filho mais velho de Archibald Campbell, 7.º Conde de Argyll, fruto de seu primeiro casamento com Agnes Douglas, filha de William Douglas, 6.º Conde de Morton, e foi educado na Universidade de St. Andrews, onde se matriculou em 15 de janeiro de 1622. Ainda jovem, como Lorde de Lorne, recebeu a responsabilidade pela administração das propriedades de Argyll quando seu pai renunciou ao protestantismo e pegou em armas a favor de Filipe III da Espanha; e exerceu sobre o clã Campbell uma autoridade quase absoluta, comandando uma força de 20 mil vassalos, sendo, segundo Baillie, “de longe o súdito mais poderoso do reino”.

Diz-se que Argyll tinha altura acima da média, mas constituição física esguia. Tinha cabelos ruivos, que escureceram na velhice — entre os highlanders, era frequentemente chamado de “Argyll Ruivo” — e um estrabismo acentuado. Seus contemporâneos diziam que ele tinha um jeito muito charmoso e persuasivo, embora, ainda jovem, tivesse desenvolvido o hábito de sair abruptamente da sala se uma conversa tomasse um rumo de que não gostasse. Clarendon disse que sua sagacidade era perspicaz, e seu humor alegre e agradável, exceto quando não gostava da companhia ou do assunto.

Com o início da disputa religiosa entre o rei e a Escócia em 1637, o apoio de Lorde de Lorne foi ardentemente buscado por Carlos I. Ele foi nomeado conselheiro privado em 1628. Em 1638, o rei convocou-o, juntamente com os condes de Traquair e Roxburghe, a Londres, mas ele recusou-se a ser convencido, advertiu Carlos contra sua política eclesiástica despótica e demonstrou grande hostilidade em relação a William Laud. Como consequência, foi confiada uma missão secreta a Randal MacDonnell, conde de Antrim para invadir Argyll e incitar os MacDonalds contra os Campbells. Argyll, que herdou o título com a morte de seu pai em 1638, inicialmente não demonstrava preferência pelo presbiterianismo, mas agora assumiu definitivamente o lado dos Covenanters em defesa da religião e das liberdades nacionais.

Argyll continuou a participar das reuniões da Assembleia Geral da Igreja da Escócia após sua dissolução pelo Marquês de Hamilton, quando o episcopado foi abolido. Em 1639, ele enviou uma declaração a Laud e, posteriormente, ao rei, defendendo a ação da Assembleia Geral.

Durante o que ficou conhecido como a Primeira Guerra dos Bispos, Argyll reuniu um contingente de tropas e tomou o castelo de Hamilton em Brodick, na ilha de Arran. Após a Pacificação de Berwick, ele apresentou uma moção, em oposição a James Graham, 1.º Marquês de Montrose, pela qual os estamentos garantiram para si a eleição dos Lordes dos Artigos, que anteriormente eram nomeados pelo rei. Essa foi uma mudança fundamental na constituição escocesa, pela qual a gestão dos assuntos públicos passou a ser confiada a um órgão representativo e retirada do controle da coroa.

Uma tentativa do rei de destituir Argyll de seu cargo de juiz de Argyll fracassou e, com a prorrogação do parlamento por Carlos, em maio de 1640, Argyll propôs que este continuasse suas sessões e que o governo e a segurança do reino fossem garantidos por uma comissão dos estamentos, da qual ele era a figura central. Em junho, como parte do que ficou conhecido como a Segunda Guerra dos Bispos, foi-lhe confiada uma Comissão de Justiça contra os monarquistas em Atholl e Angus, a qual, após conseguir capturar John Murray, 1.º Conde de Atholl, ele executou com rigor e crueldade.

Foi nessa ocasião que o Bonnie Hoose o' Airlie foi incendiado. A essa altura, a antipatia pessoal e as divergências de opinião entre Montrose e Argyll levaram a um rompimento aberto. O primeiro providenciou para que, por ocasião da iminente visita de Carlos à Escócia, Argyll fosse acusado de alta traição no parlamento. A conspiração, no entanto, foi descoberta, e Montrose, entre outros, foi preso. Assim, quando o rei chegou, viu-se privado de qualquer resquício de influência e autoridade. A Carlos restou apenas fazer uma série de concessões. Ele transferiu o controle sobre as nomeações judiciais e políticas para o parlamento, concedeu a Argyll o título de marquês em 1641 e voltou para casa, tendo, nas palavras de Clarendon, feito uma perfeita escritura de doação daquele reino. Enquanto isso, houve uma tentativa malsucedida de sequestrar Argyll, Hamilton e Lanark, conhecida como “O Incidente”. Argyll foi fundamental nessa crise para manter o partido nacional fiel ao que, para ele, era evidentemente a causa comum, e para concretizar a aliança com o Parlamento Longo em 1643.

Guerras Civis inglesa e escocesa

Em janeiro de 1644, ele acompanhou o exército escocês à Inglaterra como membro do Comitê dos Dois Reinos e no comando de uma tropa de cavalaria, mas logo foi obrigado, em março, a retornar para reprimir os monarquistas na Guerra Civil escocesa e para defender seus próprios territórios. Ele forçou George Gordon, 2.º Marquês de Huntly a recuar em abril. Em julho, avançou para apoiar as tropas irlandesas que haviam desembarcado em Argyll, as quais lutavam em conjunto com Montrose, que se colocara à frente das forças monarquistas na Escócia. Nenhum dos generais conseguiu obter vantagem sobre o outro, nem mesmo entrar em combate. Argyll então retornou a Edimburgo, renunciou ao seu cargo e retirou-se para o castelo de Inveraray. Montrose, inesperadamente, seguiu-o em dezembro, obrigando-o a fugir para Rosneath e devastando seus territórios. Em 2 de fevereiro de 1645, enquanto seguia Montrose rumo ao norte, Argyll foi surpreendido por ele em Inverlochy. Ele testemunhou, de sua barcaça no lago para onde se retirara após cair do cavalo, um terrível massacre de suas tropas, que incluiu 1 500 membros da família Campbell. Ele chegou a Edimburgo em 12 de fevereiro e esteve novamente presente na grande vitória de Montrose em 15 de agosto em Kilsyth, de onde fugiu para Newcastle. Argyll se viu finalmente livre de seu formidável adversário com a derrota definitiva de Montrose em Philiphaugh, em 12 de setembro.

Em 1646, ele foi enviado para negociar com o rei em Newcastle após a rendição deste ao exército escocês, quando se empenhou em moderar as exigências do parlamento e, ao mesmo tempo, persuadir o rei a aceitá-las. Em 7 de julho de 1646, foi nomeado membro da Assembleia de Westminster.

Até aquele momento, a habilidade política de Argyll havia sido extremamente bem-sucedida. As liberdades nacionais e a religião da Escócia haviam sido defendidas e garantidas, e o poder do rei na Escócia reduzido a uma mera sombra. Além disso, esses privilégios haviam sido ainda mais assegurados pela aliança com a oposição inglesa e pelo subsequente triunfo do Parlamento e do presbiterianismo no reino vizinho. O próprio rei era um prisioneiro no meio deles. Mas a influência de Argyll não conseguiu sobreviver à ruptura da aliança entre as duas nações, na qual toda a sua política se baseava. Ele se opôs em vão ao Acordo, celebrado em dezembro de 1647, entre Carlos I e os escoceses contra o Parlamento inglês. James, Duque de Hamilton comandou um exército dos Engagers que marchou para a Inglaterra e foi derrotado por Oliver Cromwell na Batalha de Preston em agosto do ano seguinte. Argyll, após escapar por pouco de um ataque surpresa na batalha de Stirling em setembro de 1648, juntou-se aos Whiggamores, um grupo de Covenanters em Edimburgo; e, apoiado por John Campbell, 1.º Conde de Loudoun e Alexander Leslie, 1.º Conde de Leven, estabeleceu um novo governo, que recebeu Oliver Cromwell em sua chegada à cidade em 4 de outubro de 1648.

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