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Branca de Bourbon (1868–1949)

Branca de Bourbon (em castelhano: Blanca de Castilla María de la Concepción Teresa Francisca de Asís Margarita Juana Bea

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Branca de Bourbon (em castelhano: Blanca de Castilla María de la Concepción Teresa Francisca de Asís Margarita Juana Beatriz Carlota Luisa Fernanda Adelgunda Elvira Ildefonsa Regina Josefa Micaela Gabriela Rafaela; Graz, 7 de setembro de 1868 – Viareggio, 25 de outubro de 1949) foi uma princesa espanhola, esposa de Leopoldo Salvador e Rainha Consorte Titular da Croácia. Era filha primogênita do infante Carlos, Duque de Madrid, pretendente carlista ao trono espanhol, e de sua esposa, a princesa Margarida de Parma.

Branca reivindicava os títulos de Filha da França e Infanta da Espanha. Contudo, oficialmente, apenas chegou a ostentar o título de Arquiduquesa da Áustria por ocasião de seu casamento.

Nascida no ramo carlista da família real espanhola, Branca de Bourbon passou a infância e a adolescência entre a Áustria, Suíça, França, Espanha e Itália. Nas propriedades de Tenuta Reale e Frohsdorf, viveu de forma tranquila e confortável. Ao completar 18 anos, em 1886, fez sua "entrada na sociedade". Descrita como "a mais arrogante e a mais bela das quatro irmãs", Branca causou grande sensação em Viena. Ainda jovem, sua mãe buscou negociar com o Vaticano um casamento entre Branca e o rei Afonso XII da Espanha. Contudo, o projeto não se concretizou devido à oposição do pai da Branca. Em 1889, Branca casou-se com Leopoldo Salvador, arquiduque austríaco e príncipe da deposta família grão-ducal da Toscana.

Após o casamento, passou a residir em Viena, no Palais Toskana, projetado e construído para a família de seu marido. Entretanto, o papel militar do arquiduque exigia que o casal passasse grandes período na Galícia e na Croácia. Nesse ínterim, o casal teve dez filhos. Além de dedicar-se à criação dos numerosos filhos, Branca também se envolvia com a fé católica e com atividades beneficentes. Em 1901, Branca, ao lado de sua filha Margarida e a princesa Teresa da Baviera, foi uma das primeiras mulheres da alta aristocracia austríaca a fazer um voo de balão. A Primeira Guerra Mundial transformou profundamente a vida da arquiduquesa e de sua família. O conflito levou a dissolução do Império Austro-Húngaro e, em 1919, ao exílio do Imperador Carlos I e de toda a família imperial. Expulsos da Áustria e privados de grande parte de seus recursos, Branca e Leopoldo Salvador viveram durante aproximadamente dez anos na Espanha.

Em 1931, Branca retornou a Viena, mas ficou viúva no mesmo ano. Durante a Segunda Guerra Mundial, deixou a cidade ao lado dos filhos Dolores e Carlos Pio e mudou-se para a Itália. Ela era uma ferrenha antinazista. Enquanto ainda morava em Viena, recusou-se a hastear a bandeira da Alemanha Nazi no telhado de seu palácio. Em 1942, Branca chegou a protestar oficialmente contra a anexação da Áustria pelos nazistas em uma entrevista ao jornal Diario Crítica:

"[...] O que posso garantir é que Hitler é o inimigo mortal das tradições mais antigas e um perseguidor implacável da religião e da Igreja. Os horrores e massacres em Viena são suficientes para qualificá-lo como o mais cruel dos ditadores."

Quando a Itália ingressou na guerra ao lado da Alemanha Nazi, em 1941, Branca refugiou-se na América do Sul, especificamente no Brasil e, depois, na Argentina. Após a libertação da Áustria, demonstrou preocupação com o avanço da influência comunista na Romênia, após o golpe de Estado que levou o Rei Miguel I a aceitar a formação de um governo pró-soviético. Por esse motivo, decidiu permanecer em Viareggio, distante de seu filho Antônio e de sua nora Ileana da Romênia, que permaneceram na Romênia até 1947. Lá, Branca faleceu em 1949, aos 81 anos. Foi sepultada em Tenuta Reale.

Del Burgo, Jaime (1994). Carlos VII y su tiempo. leyenda y realidad (em espanhol). [S.l.]: Fundación Hernando de Larramendi

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Harding, Bertita (1944). Lost Waltz A Story Of Exile (em inglês). [S.l.]: The Bobbs-Merrill Company

Martín Melgar, Francisco (1940). Veinte años con don Carlos. memorias de su secretario, el conde de Melgar (em espanhol). [S.l.]: Espasa-Calpe, s. a.

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