Neste Dia

Cesar Maia

Político brasileiro

Anúncio

Cesar Epitácio Maia GCIH • ComMM (Rio de Janeiro, 18 de junho de 1945) é um economista e político brasileiro, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi prefeito do Rio de Janeiro, sendo um dos que permaneceu mais tempo no cargo, juntamente com Eduardo Paes, somando 12 anos de gestão.

É pai dos gêmeos Daniela Maia e Rodrigo Maia, este deputado federal, ex-presidente nacional do Democratas e ex-presidente da Câmara dos Deputados do Brasil. É também primo do político e ex-senador José Agripino Maia.

Cesar Maia foi cotado para ser candidato a presidente da República pelo Democratas (DEM) para o pleitos de 2006 e de 2010. Em 2006, renunciou a pré-candidatura. Já em 2010, foi escolhido pela coligação PV, PSDB, PPS e DEM como candidato ao Senado Federal. Em 2012 e 2016, elegeu-se vereador do Rio de Janeiro pelo DEM. Em 2014 voltou a se candidatar ao Senado, mas não foi eleito. Em 2016, foi o terceiro vereador mais votado do Rio de Janeiro.

Nas eleições de 2018, Cesar Maia foi candidato a senador pelo estado do Rio de Janeiro pelo Democratas (DEM). A candidatura do ex-prefeito carioca foi anunciada na convenção estadual do DEM, realizada no dia 29 de julho de 2018 em um hotel na Barra da Tijuca. No mesmo evento, o também ex-prefeito carioca Eduardo Paes foi confirmado como candidato do partido ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. No pleito, Maia obteve 2 327 634 votos (16,67% do total de votos válidos), não se elegendo ao cargo disputado.

Cesar Epitácio Maia nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 18 de junho de 1945, filho do engenheiro e ex-diretor da Casa da Moeda Felinto Epitácio Maia e de Dalila Maia. Pertence ao clã dos Maia, que tem como ancestral Francisco Alves Maia, português que emigrou para Pernambuco no início do século XVIII. É primo de José Agripino Maia, senador e ex-governador do Rio Grande do Norte.

Estudou no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro do primário ao ensino médio.

Iniciou o curso de Engenharia na Universidade Federal de Ouro Preto, Minas Gerais, e, como militante de esquerda no movimento estudantil, além de pertencer ao Partido Comunista Brasileiro, foi preso depois do golpe de 64 e exilou-se no Chile em 1968, onde conheceu sua esposa, Mariangeles Ibarra, sendo pai de gêmeos. No exílio, estudou Economia na Universidade do Chile, junto com José Serra. Formou-se em Economia em 1972.

Retorno ao Brasil e início da atividade política

Retornou ao Brasil em 1973. Como havia processos pendentes na Justiça Militar, foi preso no aeroporto e levado para detenção no Batalhão de Guardas – onde hoje é a sede da Guarda Municipal da Prefeitura do Rio. Após 3 meses, o processo foi arquivado por falta de provas e retomou, gradativamente, a vida profissional e política. Ocupou vários cargos na Cerâmica Klabin, foi professor da Universidade Federal Fluminense e diretor do Sindicato dos Economistas.

Em 1981, filia-se ao PDT e integra o grupo que apoiou Leonel Brizola nas eleições de 1982, cuja integridade do resultado foi garantida quando uma tentativa de fraude eleitoral conhecida como o "escândalo da Proconsult" foi descoberta. Foi convidado por Brizola para ser secretário da Fazenda. Foi também presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) e da Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários do Estado do Rio de Janeiro (Diverj).[carece de fontes?]

Maia foi eleito deputado federal constituinte nas eleições de 1986 pelo PDT, sendo reeleito em 1990.

Em 1991, após divergências com Brizola, ingressa no PMDB. Concorreu ao cargo de prefeito do Rio no ano de 1992 e venceu as eleições municipais, derrotando a então deputada Benedita da Silva, (que se tornaria governadora por um ano em 2002) do Partido dos Trabalhadores. Sua primeira administração (1993-1996) foi marcada pela realização de várias obras das quais se destacam o Rio-Cidade, o Favela-Bairro e a Linha Amarela. Promoveu a descentralização administrativa, com a divisão da cidade nas subprefeituras e a subdivisão das regiões administrativas, a criação da Multirio (Empresa Municipal de Multimeios ligada a secretaria de Educação), da Rede Municipal de Teatros e dá início à criação das primeiras ciclovias do Brasil.

Em 1995, Maia foi admitido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial.

Em 1996, Cesar Maia, então no PFL, lança como candidato a sua sucessão o seu secretário de Urbanismo, o arquiteto Luiz Paulo Conde. Este vence o pleito municipal com apoio ostensivo de Maia. Em 1998, Cesar é derrotado por Anthony Garotinho na corrida para o governo estadual. Em 1999, Conde rompe com Cesar Maia. No ano seguinte, Maia disputa e conquista pela segunda vez a prefeitura carioca, desta vez pelo PTB, derrotando o seu ex-aliado Conde pelo PFL.

Em seu segundo mandato, dá início à construção da Cidade do Samba, das "Vilas Olímpicas", do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas", das "Escolas Padrão" e da construção do Hospital de Acari. Durante esse período, Maia não repetiu os programas Rio-Cidade, que foi aprovado e tampouco o Favela-Bairro, reprovado pelos cariocas; manteve apenas a expansão das ciclovias e ciclofaixas. De volta ao PFL, é reeleito em 2004 no primeiro turno para cumprir seu terceiro mandato, algo inédito na história da cidade.

No terceiro mandato (2005–2008), Cesar construiu o Museu Cósmico e equipamentos esportivos visando os Jogos Panamericanos de 2007, como o Parque Aquático Maria Lenk, o Estádio Olímpico João Havelange (atualmente conhecido como Estádio Nilton Santos), o Velódromo Municipal do Rio (o primeiro do Brasil), e a HSBC Arena (a única posteriormente privatizada); assim como a Cidade das Artes.

Nas eleições de 2008, Maia indicou Solange Amaral para a sucessão. No entanto, Solange somente conquistou um 6º lugar com apenas 3,9% dos votos. Em 2010, tentou concorrer a uma das duas vagas do Senado Federal, onde chegou ao 4º lugar com 11% dos votos. Em 2012, Cesar Maia se elegeu vereador, pelo partido Democratas (DEM) na cidade do Rio de Janeiro, sendo eleito para a Câmara de Vereadores. Em novembro de 2013, Cesar Maia foi condenado por improbidade administrativa pela 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça. Em setembro de 2014, uma liminar no STJ suspendeu a decisão do judiciário fluminense.

César Maia é muito elogiado pelas realizações de seu primeiro mandato de 1993 a 1996, onde realizou grandes obras como a Linha Amarela e o Rio Cidade. Porém, nos outros 2 mandatos, entre 2001 e 2008, sofreu criticismos crescentes.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Cesar Maia | World in Stories