Charlie Sheen (nome artístico de Carlos Irwin Estevez; Nova Iorque, 3 de setembro de 1965) é um ator, dublador, roteirista, e produtor de cinema e televisão estadunidense, amplamente conhecido por interpretar Charlie Harper na série Dois Homens e Meio (2003–2011). Em 2002, Sheen ganhou um Prêmio Globo de Ouro de Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical, por sua atuação em Spin City. Foi indicado na mesma categoria, em 2005 e 2006, por Dois Homens e Meio e recebeu quatro indicações ao Emmy por este trabalho, de 2006 a 2009. Entre 2012 e 2014, ele estrelou a série de comédia da FX, Anger Management.
No cinema, Sheen atuou em filmes como: Amanhecer Violento (1984), Platoon (1986), Wall Street (1987), Eight Men Out (1988), Jovens Pistoleiros (1988), Men at Work (1990), Top Gang! (1991), Os Três Mosqueteiros (1993), A Chegada (1996), Tudo por Dinheiro (1997), Todo Mundo em Pânico 3 (2003) e Machete Kills (2013). Além de úma pequena participação notável em Curtindo a Vida Adoidado (1986).
Sheen tornou-se uma das celebridades mais polêmicas de Hollywood, por conta de seu envolvimento com drogas e diversos escândalos, chegando a ser preso e internado. Atualmente sóbrio, ele falou, pela primeira vez sobre todos esses assuntos no documentário da Netflix, Aka Charlie Sheen, lançado em 10 de setembro de 2025. Ele também publicou um livro de memórias, The Book of Sheen, que detalhou sua carreira e recuperação.
Carlos Irwin Estévez nasceu em 3 de setembro de 1965, na cidade de Nova Iorque, filho do também ator Martin Sheen, e de Janet Templeton; Ele tem 2 irmãos mais velhos, Emilio Estevez e Ramon Estévez, e uma irmã mais nova, Renée Estévez, todos atores. Seus avós paternos eram imigrantes da Galiza e da Irlanda. Seus pais se mudaram para Malibu, Califórnia, depois de uma temporada de Martin na Broadway. Ele demonstrou interesse precoce pela atuação, influenciado pelo pai. Em 1974, aos 9 anos de idade, teve sua primeira experiência com atuação, aparecendo em um pequeno papel ao lado de seu pai no filme The Execution of Private Slovik.
Enquanto estudava na Santa Monica High School, ele fez parte do time de beisebol. Sheen passava suas tarde fazendo filmes amadores com uma Super 8, na companhia de seu irmão Emilio e seus amigos da escola, Rob Lowe e Sean Penn; Algumas semanas antes de sua formar, ele foi expulso da escola por notas baixas e faltas, então, decidiu se dedicar a carreira de ator, e adotou o nome artístico Charlie Sheen. Seu pai já havia adotado o sobrenome Sheen em homenagem ao arcebispo católico e teólogo Fulton J. Sheen, e Charlie é a 'versão em inglês' de seu nome de batismo, Carlos.
A carreira cinematográfica de Sheen começou em 1983, quando ele interpretou Ron no terror de baixo orçamento, Grizzly II: O Predador. Em 1984, ele teve um papel no drama adolescente da Guerra Fria, Red Dawn. Seu próximo lançamento nos cinemas foi The Boys Next Door (1985). Depois de fazer alguns filmes para a televisão, participou de Curtindo a Vida Adoidado (1986), onde interpretou um jovem delinquente em uma delegacia; apesar de pequena, sua participação é lembrada até hoje. Ele também teve um papel coadjuvante no drama adolescente, A inocência do primeiro amor (1986), onde atuou ao lado de Winona Ryder. Depois, Sheen interpretou seu maior protagonista: o soldado Chris Taylor no drama de guerra. Platoon, dirigido por Oliver Stone; o filme foi um sucesso comercial e de crítica, ganhando quatro Oscars, incluindo o de melhor filme. Sheen e o restante do elenco passaram por um treinamento militar intensivo de cerca de 30 dias, com controle rigoroso de comida e água, sono mínimo e exercícios de tiro de festim para simular o estresse de combate.
Seu próximo papel foi no filme Three for the Road (1987), que não recebeu muita atenção. No mesmo ano, ele colaborou novamente com Oliver Stone, estrelando ao lado de Michael Douglas e seu pai, Martin Sheen, no drama Wall Street, no qual interpretou Bud Fox, um jovem e ambicioso corretor da bolsa; O filme recebeu críticas majoritariamente positivas e foi um sucesso comercial. Em 1988, Stone convidou Sheen para atuar em seu novo filme, Nascido em 4 de Julho (1989), e depois retirou-o do papel colocando Tom Cruise em seu lugar. Sheen não foi sequer informado pelo diretor, e descobriu a notícia através de seu irmão Emilio. No mesmo ano, ele estrelou o filme de faroeste, Jovens Pistoleiros, com seu irmão Emilio Estevez e Kiefer Sutherland, e Eight Men Out, junto com John Cusack, onde ele interpretou o jogador de beisebol Oscar "Happy" Felsh, do time Chicago White Sox. Voltaria a aparecer como jogador de beisebol em Major League de 1989, e na continuação, Major League 2, de 1994.
Em janeiro de 1990, viria seu primeiro escândalo: sua então noiva, Kelly Preston, foi atingida por estilhaços após um disparo acidental da arma de Sheen; O incidente foi apurado, e constatou-se que foi um acidente. Ela terminou o noivado pouco depois. No mesmo ano, ele estrelou ao lado de seu pai e irmão, nos filmes dirigidos por eles, respectivamente: o drama, Cadence, como um prisioneiro rebelde em um presídio militar, e a comédia, Men at Work, como um lixeiro que se mete em encrenca. Ele também teve um papel principal no filme policial, The Rookie, dirigido e estrelado por Clint Eastwood, e assumiu o papel principal no filme de ação, Navy SEALs, que teve uma recepção negativa. Em 1991, Sheen estrelou a comédia de paródia, Top Gang, sucesso de bilheteria que rendeu a continuação, Top Gang 2, em 1993. Ainda em 1993, ele participou do drama policial inspirado em fatos reais, Beyond the Law, e interpretou Aramis na nova versão da Disney de Os Três Mosqueteiros, que foi um sucesso comercial. Nessa época, Sheen recusou os papéis na comédia, Homens Brancos Não Sabem Enterrar (1992) e no drama, Proposta Indecente (1993); ambos os papéis foram para Woody Harrelson.
Em 1994, ele começou a aceitar papéis mais voltados para ação como, The Chase e Velocidade Terminal, ambos foram fracassos de bilheteria, com criticas mistas; Por Velocidade Terminal, Sheen recebeu o maior salário de sua carreira cinematográfica, ganhando US$ 6 milhões. No mesmo ano, ele recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Em 1995, ele se casou com a modelo Dona Peele, mas o casamento durou apenas seis meses, após vir a tona um escândalo envolvendo astros de Hollywood e a cafetina Heidi Fleiss; Ela revelou que Sheen havia dormido com 27 prostitutas agenciadas por ela. O resto da década de 1990, foi marcado por filmes de pouca expressão e bilheteria, com exceções como sua parceria com Marlon Brando em Free Money, e Tudo por Dinheiro, com Chris Tucker, e uma participações na série Friends, e no filme, Quero Ser John Malkovich.
Em 20 de maio de 1998, Sheen sofreu uma overdose de cocaína e um derrame; ele foi encontrado em sua casa à beira-mar por um amigo, e paramédicos o levaram às pressas para o Los Robles Hospital & Medical Center em Thousand Oaks, Califórnia, onde passou por uma lavagem estomacal. Dias depois, Sheen se internou em uma clínica de reabilitação, mas disse aos médicos que não pretendia ficar. Sheen saiu, mas policiais o forçaram a voltar para a clínica. Em 11 de agosto de 1998, Sheen, que já estava em liberdade condicional na Califórnia por um crime relacionado a drogas, teve sua liberdade condicional estendida por um ano e entrou novamente em uma clínica de reabilitação.
Em 2000, Sheen foi resgatado pela televisão. Ao assumir o posto do ator Michael J. Fox na série Spin City, depois que ganhou o Prêmios Globo de Ouro de melhor ator de série cômica em 2002, a CBS decidiu dar-lhe um seriado próprio. Em Two and a Half Men o ator interpretou uma paródia de si mesmo: Charlie Harper, um solteirão mulherengo, beberrão e mau-caráter que é obrigado a abrigar o irmão e o sobrinho em casa. Como o irmão é um zero à esquerda em matéria de mulher, Charlie cuida de dar dicas sórdidas de paquera ao sobrinho. O papel lhe lançou novamente ao estrelato, e lhe rendeu diversos prêmios e indicações. Participou de Scary Movie 3 e Scary Movie 4, e The Big Bounce, de 2004, com Owen Wilson e Morgan Freeman.