Chaves é um município brasileiro do estado do Pará, localizado na Ilha do Marajó pertencente a Microrregião do Arari.
Originalmente foi uma aldeia do povo indígena Aruã, onde os Capuchinhos da Província de Santo Antônio fundaram uma missão para catequizar essa população.
O município foi criado em 1755.
Em 1758, o governador da Capitania do Grão Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, transformou a aldeia em Vila, servindo de centro militar no século XIX.
A adesão do município à Independência do Brasil ocorreu no dia 14 de setembro de 1823. Teve caráter solene e o ato foi realizado no quartel da 8ª Companhia de Cavalaria e Infantaria, da Legião da 2ª linha, e contou com a presença dos componentes do Senado da Câmara e do capitão Comandante Militar e de polícia, Manoel Carlos Gemaque de Albuquerque, autor da ideia de dar muita pompa ao ato adesório.
Em 1833, Chaves passou a chamar-se Equador, e, em 1844 readquiriu a denominação anterior, devido a marcação dos seus limites.
Em 1889, no período republicano foi a criação da Comarca de Chaves.
Em 1891, a Vila foi elevada à categoria de Cidade.
Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 00º09'36" sul e longitude 49º59'18" oeste, estando a uma altitude de 6 metros do nível do mar. Sua população estimada em 2018 foi de 23.482 habitantes, distribuídos em 13 084,755 km² de extensão territorial.
Organização Político-Administrativa
O Município de Chaves possui uma estrutura político-administrativa composta pelo Poder Executivo, chefiado por um Prefeito eleito por sufrágio universal, o qual é auxiliado diretamente por secretários municipais nomeados por ele, e pelo Poder Legislativo, institucionalizado pela Câmara Municipal de Chaves, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto por vereadores também eleitos por sufrágio universal.
A sede do município fica situada às margens do rio Amazonas. O acesso é fluvial e aéreo. Possui uma pequena pista de pouso e um trapiche para atracação de embarcações. Até o ano 2000 não existia trapiche, as pessoas que chegavam na sede do município, tinham obrigatoriamente que descer nas águas do Amazonas para chegar nas praias.
Rocha, Rafael Ale (2018). «Os aruã: políticas indígenas e políticas indigenistas na amazônia portuguesa (século XVII)». Revista Brasileira de História & Ciências Sociais (19): 72–93. ISSN 2175-3423
Viana, Wania Alexandrino (2023). «Os indígenas e o militarismo luso no Estado do Grão-Pará e Maranhão (1750-1778)». Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (1): 108–125. ISSN 2359-0831. doi:10.17648/ihgp.v10i1.57
Página da Prefeitura Municipal
Página da Câmara de Vereadores