Danieli Christovão Balbi (Rio de Janeiro, 3 de abril de 1989), conhecida como Dani Balbi, é uma professora, roteirista e política brasileira, filiada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). É deputada estadual do Rio de Janeiro.
Balbi nasceu no entorno do Complexo do Alemão, e foi criada pela mãe, Vera Lúcia Cardoso Cristóvão, funcionária do corpo técnico de enfermagem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo seus relatos, identifica-se como mulher trans desde os 12 anos de idade. Estudou em escolas públicas. Sua aproximação dos movimentos LGBT, a afirmação pública de sua identidade de gênero e o início de sua militância política remontam à época do curso técnico em administração que realizou na Faetec.
Graduou-se em Literatura Comparada pela Faculdade de Letras da UFRJ em 2011, e é mestra e doutora em Ciência da Literatura pela mesma instituição.
Lecionou em diversas instituições públicas e privadas, tendo atuado como professora na rede estadual de ensino, no Colégio de Aplicação da UFRJ (2016), e como docente da cadeira de Dramaturgia para o Audiovisual na Escola de Comunicação da UFRJ (2019-2021). Foi a primeira professora trans da UFRJ.
Integra a UDL-University of New York como pesquisadora convidada, e ministra a disciplina Narrativa e Dramaturgia para o Audiovisual na Escola de Cinema da ESPM-RJ.
Balbi concorreu a deputada estadual do Rio de Janeiro em 2018 pelo PCdoB, obteve 10 349 votos e não foi eleita.
Em 2022, assumiu a presidência da seção estadual no Rio de Janeiro da Fundação Maurício Grabois, vinculada a seu partido.
No mesmo ano, foi eleita deputada estadual do Rio de Janeiro com 65 815 votos. Durante sua pré-campanha, recebeu um manifesto de apoio assinado por artistas e intelectuais, entre eles Chico Buarque e Teresa Cristina.
Com a vitória, tornou-se a primeira parlamentar transexual da ALERJ. Suas bandeiras declaradas incluem a defesa da educação pública, da ciência, dos direitos LGBT e das mulheres, da valorização da periferia e da luta antirracista, incentivos à cultura e a universalização do direito às creches.
Em 2023, foi eleita presidente da comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da assembleia estadual. Uma de suas primeiras iniciativas como deputada foi a apresentação do projeto de lei que cria cotas para pessoas trans nas universidades estaduais do Rio de Janeiro.
Em fevereiro de 2024, votou contra o fim do afastamento da deputada Lucinha, determinado pelo Tribunal de Justiça do estado por ela ser acusada de possuir ligações com milicianos.
Um projeto de lei de sua autoria para estimular soluções e tecnologias sustentáveis desenvolvidas em áreas carentes e vulneráveis foi aprovado pela ALERJ em abril de 2024. Outro, para estabelecer comitês de equidade, diversidade e inclusão nos órgãos públicos do estado, foi rejeitado dias depois por 27 votos a 24.
Em setembro de 2025, a comissão de Trabalho da assembleia, presidida por Balbi, anunciou a criação de uma central de denúncias para registrar casos de violência contra trabalhadores de aplicativos.
Em dezembro de 2025, votou contra a soltura de Rodrigo Bacellar, então presidente afastado da ALERJ, acusado de vazar a operação que prendeu o então deputado estadual TH Joias, associado à facção criminosa Comando Vermelho.
Em maio de 2026, Balbi pediu ao governador interino Ricardo Couto que vetasse um projeto de lei que determinaria a construção de banheiros "neutros" para pessoas trans em espaços públicos e privados de grande circulação no estado, criticando-o como inconstitucional por estabelecer uma forma de segregação e discriminação. Couto vetou o projeto, apontando o efeito segregatório e também o impacto financeiro da medida para pequenas e médias empresas.
Em junho, ela lançou o livro “Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania”, organizado junto ao cientista político Theófilo Rodrigues, que reúne relatos de 25 especialistas no tema para debater os rumos da segurança pública no Brasil.
Foi a autora, junto a Verônica Lima, de um projeto para estabelecer uma política de incentivo visando atrair produções audiovisuais para o interior do estado, aprovado na ALERJ em agosto de 2026.
Direito à cidade no Rio de Janeiro: políticas públicas para uma cidade inclusiva, democrática, sustentável e rebelde. (com Theófilo Rodrigues) Petrópolis, RJ: Ed. Bem Cultural, 2024.