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Fanni Kaplan

Fanni Yefimovna Kaplan (10 de fevereiro de 1890 - Moscou, 3 de setembro de 1918) foi uma socialista-revolucionária russa

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Fanni Yefimovna Kaplan (10 de fevereiro de 1890 - Moscou, 3 de setembro de 1918) foi uma socialista-revolucionária russa que tentou assassinar Vladimir Lênin. Foi presa e executada pela Tcheka em 1918.

Nascida em uma família judia, Kaplan cumpriu pena de trabalhos forçados durante os anos czaristas por suas atividades revolucionárias. Como membro do Partido Socialista Revolucionário, Kaplan considerava Lenin um "traidor da revolução" quando os bolcheviques instauraram o regime de partido único e proibiram seu partido. Em 30 de agosto de 1918, abordou Lenin, que saía de uma fábrica em Moscou, e disparou três tiros. Lenin ficou gravemente ferido por dois dos tiros disparados. Interrogada pela Tcheka, recusou-se a nomear quaisquer cúmplices antes de ser executada. A tentativa de Kaplan e o assassinato de Moisei Uritski foram usados ​​pelo governo da Rússia Soviética para a reinstauração da pena de morte, que havia sido abolida pelo Governo Provisório Russo em março de 1917.

Kaplan nasceu em uma família judia, como uma de sete filhos. Tornar-se-ia uma revolucionária política em idade precoce, unindo-se aos socialistas revolucionários. Em 1906, quando tinha 16 anos, Kaplan foi presa em Kiev por seu envolvimento em um atentado terrorista, e foi enviada para uma katorga (campo de prisioneiros de trabalhos forçados). Ela foi libertada em 3 de março de 1917 após a Revolução de Fevereiro que derrubou o governo imperial.

Kaplan se desiludiu com Lenin, por causa do conflito entre os socialistas revolucionários e o partido bolchevique. Os bolcheviques tinham um forte apoio nos sovietes, no entanto nas eleições para a Assembleia Constituinte em novembro 1917 os bolcheviques não conseguiram ganhar a maioria e um membro do partido socialista revolucionário foi eleito presidente em janeiro de 1918, provocando a dissolução ilegal da Assembleia Constituinte pelos bolcheviques. Em agosto de 1918 os conflitos entre os bolcheviques e os seus adversários políticos levaram à proibição da maioria dos outros partidos influentes – incluindo o do socialistas revolucionários de esquerda, que tinha sido o principal parceiro de coligação dos bolcheviques durante algum tempo, mas que tinha organizado uma revolta em julho por causa de sua oposição ao Tratado de Brest-Litovski. Kaplan decidiu assassinar Lenin porque ela o considerava "um traidor da revolução".

Em 1918, ela abordou Lenin na rua e discutiu com ele sobre a dissolução da Assembleia Constituinte russa e atirou nele duas vezes. Uma bala atravessou o casaco de Lenin, e outras duas o atingiram: uma perfurando parte de seu pulmão esquerdo parando perto de sua clavícula direita, e outra atingiu seu ombro esquerdo.

Kaplan morreria às mãos da Cheka poucos dias depois.

Nos próximos meses, cerca de 800 SRs e outros opositores políticos bolcheviques foram executados sem julgamento.

Fanya Kaplan Biography at J-Grit: The Internet Index of Tough Jews

O local em Moscou onde Fanny Kaplan atirou em Lenin

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