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Filipe, Duque de Parma

Aristocrata espanhol

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Filipe de Bourbon (nome completo em castelhano: Felipe de Borbón y Farnesio; Madrid, 15 de março de 1720 – Alexandria, 18 de julho de 1765) foi um Infante da Espanha por nascimento e Duque de Parma, Placência e Guastalla de 1748 até sua morte. Era o quarto filho, o terceiro menino, do rei Filipe V da Espanha e de sua segunda esposa, Isabel Farnésio.

Sua mãe pertencia à Casa de Farnésio, dinastia que governou os ducados de Parma e Placência desde o século XVI. Durante a Guerra de Sucessão Austríaca, Filipe participou das campanhas militares espanholas na Itália. Com o Tratado de Aquisgrão de, recebeu os ducados de Parma, Placência e Guastalla, anteriormente governados por seu irmão, o futuro Carlos III da Espanha, tornando-se o fundador do ramo Bourbon-Parma da Casa de Bourbon.

Nascido no Real Alcázar de Madrid, quarto filho, o terceiro menino, do rei Filipe V da Espanha e de sua segunda esposa, Isabel Farnésio, Filipe foi batizado na capela do Alcázar em 1 de março de 1722 pelo cardeal Luis de Borja. Seus padrinhos foram Maximiliano II Emanuel, Eleitor da Baviera e Doroteia Sofia de Neuburgo. Seis dias depois, recebeu o sacramento da confirmação juntamente com seus irmãos Fernando e Carlos, tendo como padrinho o irmão mais velho, Luís, então Príncipe das Astúrias. Na mesma data, foi admitido na Ordem de Santiago.

Em 26 de agosto de 1739, casou-se por procuração com Luísa Isabel da França, filha do rei Luís XV da França e de Maria Leszczyńska. A união integrou os acordos diplomáticos entre as coroas da França e da Espanha.{{citar livro |sobrenome=Marchi |nome=... |ano=1988 |página=129}}

Sua mãe, Isabel Farnésio, pertencia à Casa de Farnésio, dinastia que governava os ducados italianos de Parma, Placência e Guastalla havia várias gerações. Após a extinção da linhagem masculina dos Farnésio, com a morte de Antônio Farnésio em 20 de janeiro de 1731, Isabel empenhou-se para que esses territórios fossem incorporados ao patrimônio de seus descendentes. O Ducado de Parma foi inicialmente concedido ao seu filho mais velho, o futuro Carlos III da Espanha. Contudo, após a conquista do Reino de Nápoles durante a Guerra de Sucessão da Polônia, Carlos assumiu o trono napolitano, o que levou Isabel Farnésio a direcionar seus esforços para preparar seu segundo filho, Filipe, como futuro governante dos domínios italianos da família.

Com a eclosão da Guerra de Sucessão Austríaca, Filipe participou das campanhas militares espanholas na Itália. Em 1745, tropas espanholas ocuparam Parma e Placência, mas a contraofensiva austríaca retomou o controle da região após o cerco de Parma, obrigando as forças espanholas a se retirarem.

Com o Tratado de Aquisgrão de 1748, que encerrou a Guerra de Sucessão Austríaca, Filipe recebeu os ducados de Parma, Placência e Guastalla, tomando posse efetiva em julho de 1749.

Após assumir o governo em 1749, Filipe promoveu reformas administrativas e econômicas com o apoio de seu primeiro-ministro, Guillaume du Tillot. Seu governo foi marcado por políticas inspiradas no despotismo esclarecido, incluindo o fortalecimento da administração estatal, reformas fiscais e a criação de escolas públicas. Em 1768, du Tillot determinou a expulsão dos jesuítas, confiscou bens eclesiásticos e extinguiu tribunais religiosos.

Filipe também incentivou a vida cultural do ducado. Em 1752, participou da criação da Academia de Belas Artes de Parma, instituição que promoveu concursos anuais e contribuiu para a difusão do neoclassicismo na região. Sua corte reuniu intelectuais e artistas europeus, entre eles Étienne Bonnot de Condillac, tutor do príncipe hereditário Fernando de Parma, e o arquiteto Ennemond Alexandre Petitot, responsável por importantes projetos urbanísticos em Parma.

Em 1760, sua filha primogênita, Isabel de Parma, casou-se com o arquiduque José da Áustria, futuro imperador do José II do Sacro Império Romano-Germânico. Entretanto, ela faleceu em 1763, sem deixar herdeiros varões. Em 1765, sua filha mais nova, Maria Luísa de Parma, casou-se com o então Príncipe das Astúrias, futuro rei Carlos IV da Espanha. Após acompanhá-la até Gênova, de onde partiu para a Espanha, Filipe morreu subitamente em 18 de julho de 1765, em Alessandria.ref name=":1">«FILIPPO di Borbone, duca di Parma, Piacenza e Guastalla - Enciclopedia». Treccani (em italiano). Consultado em 22 de novembro de 2025 </ref> Foi sucedido por seu filho Fernando.

Lopresti, Lucia (1999). Granducato di Parma e Piacenza. Atlante della Storia (em italiano). [S.l.]: Demetra. 143 páginas. ISBN 978-88-440-1033-1

Marchi, Adele Vittoria (1988). Parma e Vienna (em italiano). Parma: Artegrafica Silva

Zuffi, Stefano (2001). Le Portrait (em francês). [S.l.]: Gallimard

Stella, Gianfranco (1988). Parma (em italiano). [S.l.]: Quaderni Parmensi

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Filipe, Duque de Parma | World in Stories