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Francisca Atenas de Rochechouart

Francisca Atenas de Rochechouart de Mortemart (em francês: Françoise-Athénaïs de Rochechouart de Mortemart; Lussac-les-C

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Francisca Atenas de Rochechouart de Mortemart (em francês: Françoise-Athénaïs de Rochechouart de Mortemart; Lussac-les-Châteaux 5 de outubro de 1640 – Bourbon-l'Archambault 27 de maio de 1707), também conhecida pelos títulos de "Marquesa de Montespan" e "Madame de Montespan", foi uma nobre francesa e a mais célebre amante real do rei Luís XIV da França. Sua personalidade vivaz, seu gosto pelo luxo e sua influência faziam-na eclipsar a esposa de Luís XIV, Maria Teresa da Espanha, profundamente religiosa, tímida e pouco inclinada à vida social, o que lhe rendeu a alcunha de "verdadeira Rainha da França".

Nascida em uma família nobre, porém pobre, Francisca Atenas casou-se com o Marquês de Montespan em 1663. Foi criada e, posteriormente, dama de companhia de Henriqueta Ana da Inglaterra, cunhada do rei Luís XIV da França. Reconhecida por sua beleza e inteligência, aproximou-se de Luís XIV e tornou-se sua amante-chefe (maîtresse-en-titre), sucedendo Luísa de La Vallière. Nesse ínterim, foi designada dama da esposa do rei, Maria Teresa da Espanha.

Teve sete filhos com o rei, seis legitimados, mas apenas quatro sobreviveram à infância. Confiou a criação dos filhos a Francisca d'Aubigné, que mais tarde conquistaria o afeto de Luís XIV e a sucederia como sua amante. Caiu em desgraça após seu envolvimento no Caso dos Venenos, em 1677, quando foi acusada de recorrer a poções de amor, realizar missas negras e participar de um assassinato ritual de uma criança para conquistar o favor do rei. Temendo um escândalo, Luís XIV encobriu seu envolvimento e evitou que fosse executada. Foi condenada e retirou-se para um convento em Paris, antes de se estabelecer em um castelo no interior do oeste da França, onde passou os últimos anos de sua vida dedicando-se à caridade, até falecer em 1707, aos 66 anos.

Através de sua filha com Luís XIV, Francisca Maria de Bourbon, tornou-se ancestral de monarcas da França, Itália, México, Bulgária e Portugal, além de ser ancestral dos atuais monarcas da Espanha, Bélgica e Luxemburgo.

Nascida por volta de 5 de outubro de 1640 no Castelo de Lussac-les-Châteaux, na região da Nova Aquitânia, Francisca Atenas de Rochechouart de Mortemart era filha de Gabriel de Rochechouart, Duque de Mortemart e de sua esposa Diane de Grandseigne.

Embora não fosse particularmente rica, Francisca Atenas pertencia à uma família que possuía um dos sangues nobres mais antigos França, o que garantiu a mãe de Francisca Atenas, Diane, uma posição na corte do rei Luís XIV de França, como dama de companhia da rainha-mãe Ana da Áustria.

Aos 20 anos, Francisca Atenas tornou-se dama de companhia da cunhada do rei, a duquesa Henriqueta Ana, conhecida na corte pelo tradicional título de Madame.

Em 28 de janeiro de 1663, Francisca Atenas casou-se na Igreja de Santo Eustáquio, em Paris, com Louis Henri de Pardaillan, Marquês de Montespan.

Logo depois, devido ao relacionamento entre a mãe de Montespan e a rainha-mãe, Ana da Áustria, Francisca Atenas foi nomeada dama de companhia da esposa de Luís XIV, a rainha Maria Teresa.

Em 1666, Madame de Montespan estava tentando tomar o lugar da então amante-chefe (maîtresse-en-titre) de Luís XIV, Louise de La Vallière. Usando sua inteligência e charme, ela procurou se insinuar com o rei. Ela também se tornou próxima do delfim, cuja afeição por ela nunca sobresteve. Embora Louise de La Vallière soubesse que Montespan estava tentando conquistar o coração do rei e supostamente divertir-se com seus "esforços miseráveis", ela definitivamente subestimou sua nova rival. Montespan cultivou habilmente amizades com Louise e a rainha Maria Teresa e quando ambas as senhoras estavam grávidas, Madame de Montespan foi convidada para ajudá-las a entreter o rei durante jantares privados. Logo elas se arrependeram dessa decisão, pois Montespan passou a cultivar um relacionamento íntimo com o rei. Madame de Montespan teria seduzido o rei ao deixar cair sua toalha gentilmente quando viu Luís espionando-a enquanto ela se banhava. Para esconder seu novo relacionamento, o rei colocou as damas em quartos conectados para que ele pudesse ter acesso a ambos. Pouco depois, a posição de Louise foi renegada ao segundo lugar. Louise deixou a corte para um convento, seja por arrependimento e religiosidade ou porque não tinha outra opção. Os holofotes agora pertenciam a Francisca Atenas, de 25 anos.

Enquanto Montespan ainda era amante-chefe, o rei envolveu-se com outras mulheres, entre elas a bela, mas tola, Maria Angélica de Fontanges, e apaixonou-se por Madame de Maintenon, escolhida pela própria Montespan para governanta de seus filhos com o rei. Isso era quase como uma vingança do destino contra a astuciosa Montespan, que quando da queda de Louise de La Valliére, pediu ao rei que a pobre a ajudasse em sua toilette, argumentando que "só ela sabia arrumar seus cabelos e suas fitas".

Montespan não sabia a razão do interesse do rei por Maintenon, uma mulher gentil e piedosa. Diz-se que certa vez, Francisca disse à Maintenon que o rei possuía três amantes: "Eu possuo o título, Fontanges, desempenha o cargo, e você possui o coração!"

O desvio dos amores do rei não se deveram apenas ao temperamento arrogante de Montespan. Em meio a uma sucessão de envenenamentos em Paris, Catherine Deshayes, dita la Voisin, foi interrogada e denunciou várias mulheres nobres como sendo suas clientes. Entre elas, encontrava-se uma mulher tão poderosa, que seria impossível pronunciar no processo. Essa não era outra senão a ardilosa Montespan. A filha da bruxa, La Monvoisin, em seu interrogatório, admitiu ter visto Montespan fazendo rituais com sua mãe, e teriam chegado ao ponto de sacrificar uma criança, cujo sangue fora depositado num frasco, juntamente com suas entranhas. Madame Montespan teria levado o frasco consigo, na virilha, para enfeitiçar o rei. Em 1666, Madame de Montespan supostamente chegou ao ponto de permitir que um padre, Étienne Guibourg, realizasse uma missa negra sobre seu corpo nu em uma cerimônia que incluía sacrifício de uma criança. O episódio ficou conhecido como o Caso dos Venenos.

Temendo ser motivo de chacota, o rei deu um jeito de encobrir o crime de Montespan. Esta permaneceu na corte como se nada tivesse acontecido, dando festas e jantares, mas o rei passou a desprezá-la, e não comia ou bebia nada que por ela lhe fosse oferecido.

Em 1691, rebaixada da sua posição de amante real, Montespan retirou-se para o Convento Filles de Saint-Joseph, na rue Saint-Dominique em Paris, com uma pensão de meio milhão de francos. Em gratidão por seus anos de serviço, o rei fez criou o título de "duque de Vivonne" para seu irmão, bem como promoveu-o a marechal da França. Do mesmo modo, Luís XIV promoveu a irmã de Montespan, Gabrielle de Rochechouart, a "abadessa na Abadia de Fontevraud".

Em 1703, abandonou o convento para viver com a irmã em Fontevraud de 1703. Em 1700, Madame de Montespan adquiriu o Castelo de Oiron, mudando-se para lá em 1704 após a morte de Gabrielle. Durante seu retiro, Montespan doou grandes somas para hospitais e instituições de caridade. Ela também foi uma generosa mecenas das artes e letras e patrocinadora e amiga de Pierre Corneille, Jean Racine e Jean de La Fontaine.

Em seus últimos anos, Montespan dedicou-se a severas penitências. Ela morreu em 27 de maio de 1707, com quase 77 anos, enquanto estava em Bourbon-l'Archambault tratando-se de uma doença nas águas termais da cidade. O rei proibiu seus filhos com a marquesa de vestirem luto pela mãe.

Através de sua relação extraconjugal com Luís XIV, Francisca Atenas é ancestral de várias casas reais na Europa, incluindo as de França, Espanha, Itália, Bulgária, Portugal, Bélgica e Luxemburgo.

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