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Giovane Gávio

Jogador de voleibol e gestor esportivo brasileiro

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Giovane Farinazzo Gávio, mais conhecido apenas como Giovane (Juiz de Fora, 7 de setembro de 1970), é um treinador, gestor esportivo e ex-jogador de voleibol brasileiro. Bicampeão olímpico como atleta, em Barcelona 1992 e Atenas 2004, após encerrar a carreira dentro de quadra destacou-se por idealizar e construir sucessivos projetos de voleibol masculino no país.

Começou no esporte aos doze anos de idade, jogou em dez equipes em sua carreira: Esporte Clube Banespa, Charro/Padova (Itália), Messaggero/Ravenna (Itália), Palmeiras, Chapecó (SC), Report/Suzano (SP), Vasco da Gama, Noicom Brebanca Cuneo (Itália), Minas Tênis Clube, Unisul/Cimed e São Paulo. Participou de mais de 400 partidas pela seleção brasileira, trinta campeonatos e disputou 31 partidas em Jogos Olímpicos.

Após encerrar a carreira de jogador em 2005, tornou-se treinador e gestor esportivo. Foi o responsável pela construção de sucessivos projetos de voleibol masculino: em Santa Catarina, à frente da Unisul entre 2005 e 2009; no SESI-SP, entre 2009 e 2013; no SESC-RJ, entre 2016 e 2020; e no Joinville Vôlei, que fundou em 2020 e preside. Foi ainda gestor do voleibol nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e treinador das seleções brasileiras de base. É também fundador do Instituto Giovane Gávio e palestrante corporativo.

Giovane é casado e tem quatro filhos, Giulia, Gianmarco, Filipe e Thiago. Giulia Gávio também é jogadora de voleibol, com passagem pela seleção brasileira infantil.

Carreira como treinador e gestor

A trajetória de Giovane fora das quadras é marcada pela construção de equipes a partir do zero. Em cada um dos projetos que assumiu, coube a ele montar o elenco, estruturar a comissão técnica e conduzir as primeiras temporadas, atuando ora como treinador, ora como gestor, ora acumulando as duas funções.

Transição e início em Santa Catarina (2005 a 2009)

A passagem de Giovane de jogador para dirigente e treinador ocorreu em Santa Catarina. Após encerrar a carreira como atleta na Unisul, em 2005, permaneceu no projeto da universidade em novas funções. Entre 2005 e 2007 atuou como gestor da equipe Unisul/São José, que conquistou o Campeonato Catarinense de 2005 e o bronze na Superliga 2005–06. A partir de 2007, com a transferência da equipe para Joinville e o patrocínio da Tigre, assumiu como treinador principal do Tigre/Unisul, conquistando o Campeonato Catarinense de 2007–08. Foi nesse período que, segundo suas próprias palavras, passou a se dedicar integralmente ao comando técnico. O projeto foi encerrado em maio de 2009, quando a Unisul deixou o voleibol masculino.

Semanas após o fim do projeto catarinense, Giovane foi contratado para construir o recém-criado time masculino do SESI-SP, sendo apresentado como seu primeiro treinador em 25 de maio de 2009. Comandou a equipe por quatro temporadas, período em que montou o elenco e a comissão técnica do zero. Conquistou a Superliga 2010–11, o Campeonato Sul-Americano de Clubes de 2011 e o quarto lugar no Campeonato Mundial de Clubes de 2011, disputado em Doha. No âmbito estadual, foi tetracampeão da Copa São Paulo (2009, 2010, 2011 e 2012) e tricampeão do Campeonato Paulista (2009, 2011 e 2012). Deixou o cargo no início de abril de 2013, sendo sucedido por Marcos Pacheco. Tornou-se o único brasileiro campeão da Superliga como jogador e como treinador.

Gestão nos Jogos Olímpicos Rio 2016

Entre 2014 e 2016, Giovane atuou como Gerente de Competições de Voleibol do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, sendo o gestor responsável pelo voleibol de quadra e pelo voleibol de praia durante o evento. Encerrou essa função ao final dos Jogos, quando passou a comandar a seleção brasileira sub-21 e a estruturar um novo projeto de clube no Rio de Janeiro.

Logo após os Jogos, em outubro de 2016, Giovane assumiu a construção do time masculino do SESC-RJ, do qual foi o único treinador ao longo de toda a existência do projeto. Conquistou a Superliga B de 2016–17, garantindo o acesso à elite, e foi tetracampeão do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro (2016, 2017, 2018 e 2019). Na Superliga A, obteve o bronze em 2017–18 e em 2018–19. Na Copa Libertadores, foi vice-campeão em 2018–19 e conquistou o bronze em 2019–20. O projeto masculino foi encerrado em maio de 2020, em meio à pandemia de COVID-19.

Em paralelo ao trabalho no SESC-RJ, Giovane comandou as seleções brasileiras de base entre 2016 e 2022, em duas passagens pela sub-21 e uma pela sub-23. Em sua primeira passagem pela sub-21, em 2016, foi vice-campeão do Campeonato Sul-Americano Sub-21. À frente da sub-23, terminou em quarto lugar no Campeonato Mundial Sub-23 de 2017, no Cairo, e conquistou a medalha de prata na Copa Pan-Americana adulta de 2018. Em sua segunda passagem pela sub-21, foi campeão do Campeonato Sul-Americano Sub-21 de 2018, em Bariloche, e conquistou o bronze no Campeonato Mundial Sub-21 de 2019, no Bahrein. Deixou o comando das seleções de base em janeiro de 2022, sendo substituído por Guilherme Novaes.

Joinville Vôlei: fundação e presidência (desde 2020)

Em 11 de agosto de 2020, Giovane fundou a Associação de Vôlei Norte Catarinense, que deu origem ao Joinville Vôlei, projeto do qual é idealizador e presidente. Este é o primeiro clube em que acumula, além da construção esportiva, a titularidade jurídica e institucional do projeto. As atividades foram apresentadas publicamente em julho de 2022, em Joinville (SC). A equipe foi vice-campeã catarinense naquele ano, campeã da Superliga C, conquistando o acesso à Superliga B de 2023, e encerrou o ano de 2023 como campeã catarinense e campeã da Superliga B, garantindo o acesso à Superliga A a partir da temporada 2023–24.

Sob sua presidência, o clube mantém o Novos Ventos, projeto socioesportivo idealizado por Giovane que usa o mini-vôlei como ferramenta de inclusão social para crianças e adolescentes de 8 a 15 anos da rede pública municipal, no contraturno escolar. O primeiro núcleo foi inaugurado em 20 de fevereiro de 2024 na Escola Municipal Thereza Mazzolli Hreisemnou, no bairro Jardim Paraíso, zona norte de Joinville, e o projeto foi expandido em 2025 ao município de Itapoá (SC).

Giovane fundou e idealizou em abril de 2000, em Juiz de Fora, o Instituto Giovane Gávio, organização sem fins lucrativos que usa o esporte como ferramenta de educação e inclusão social, atualmente sediada no Rio de Janeiro. A presidência executiva do instituto está, desde 2024, sob outra liderança, com Giovane mantendo o papel de fundador e referência institucional.

Entre os projetos apoiados pelo instituto por meio da Lei de Incentivo ao Esporte está o Vôlei do Futuro, que oferece aulas gratuitas de voleibol a crianças e adolescentes, com núcleos no Rio de Janeiro e em Vitória (ES).

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