Neste Dia

Iporá

Município brasileiro no estado de Goiás

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Iporá é um município brasileiro do interior do estado de Goiás, Região Centro-Oeste do país. Localiza-se na região oeste do estado, na microrregião homônima e Mesorregião do Centro Goiano. A distância entre Iporá e a capital estadual, Goiânia, é de 215 quilômetros pela rodovia GO-060.

Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para 2022 é de 35.684 habitantes. Foi fundada em 1948 e a área tem mais de mil quilômetros quadrados.

A cidade ganhou grande repercussão na imprensa após a prisão do ex-prefeito Naçoitan Leite, que encerrou o mandato no fim de 2024.

Iporá teve sua origem no arraial de Pilões, na margem direita do Rio Claro, em 1748. Nessa ocasião, não passava de uma guarnição militar dos dragões (polícia real portuguesa), que sediava a empresa de exploração de diamantes, locada pelos irmãos Joaquim e Felisberto Caldeira Brant, empresários paulistas que já mineravam em Goiás desde 1735, nas lavras de ouro. Começou com a construção de uma bela igreja em estilo colonial, sede da Paróquia do Senhor Jesus do Bom Fim, do Quartel da Guarda Real e de alguns casarões, além de vários ranchos de garimpeiros. Depois desse primeiro momento das explorações dos diamantes, Pilões passou a ser um entreposto comercial entre Vila Boa de Goiás e Cuiabá. Já no Império do Brasil, por decreto provincial de 5 de julho de 1833, foi elevado a distrito de Vila Boa, com nome de Rio Claro, e a igreja teve o nome mudado para Paróquia de Nossa Senhora do Rosário. O povoado permaneceu como Rio Claro até ser transferido para as margens do córrego Tamanduá, pelo Decreto-lei n° 557, de 30 de março de 1938, com o novo nome de Itajubá, topônimo de origem tupi que significa "braço de pedra", pela junção de itá (pedra) e îybá (braço). O novo nome fora oficializado pelo Decreto-lei n° 1.233, de 31 de outubro de 1938.

Em 1942, Joaquim Paes Toledo e família doaram uma área de 100 alqueires goianos de terras para a edificação da Cidade. Em 1943, por Decreto-Lei Estadual nº 8.305, de 31 de dezembro, passa a denominar-se Iporá ("Águas Claras", traduzido da língua tupi), também de origem indígena. Impulsionado pela agricultura e a pecuária, Iporá se desenvolveu rapidamente. Dez anos após a mudança, o povoado foi elevado de Distrito de "Goiás Velho" a município pela Lei Estadual nº 249, de 19 de novembro de 1948, instalando sua prefeitura em 1º de janeiro de 1949, quando, então, tomou posse, como Prefeito nomeado, o Tenente Luiz Alves de Carvalho, e que administrou a cidade até o dia 16 de março do mesmo ano, data em que foi empossado o primeiro Prefeito eleito, Israel de Amorim e ainda os sete Vereadores da primeira legislatura municipal, Antônio Mendes da Silva, Elpídio de Souza Santos, Daniel Tomás de Aquino, Itamar da Silva Meio, Antônio José da Costa, Joaquim Lopes Pedra (todos do PR), e Esmerindo Pereira (UDN).

Desde então, Iporá continua com sua vida de cidade emancipada, sempre progredindo, a cada dia se firmando como polo econômico, sociocultural e político do oeste goiano. Pela Lei Estadual de nº 700, de 14 de novembro de 1952, foi elevado a comarca, passando a ter o seu próprio fórum.

"Iporá" é um termo de origem tupi que significa "águas claras", através da junção dos termos 'y (rio/água) e porang (branca/clara).

O município possui 1.027,249 km² e uma população estimada de 35.284 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2022.

A 10 quilômetros do perímetro urbano se encontra o Morro do Macaco, um desnível de 450 metros de altitude, onde pessoas de todo o Brasil costumam ir para a prática de vôo livre.

Na divisa entre os municípios de Iporá e Arenópolis, no Rio Caiapó, foi construída a primeira pequena central hidrelétrica (PCH) enquadrada no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica do governo federal do Brasil: a Pequena Central Hidrelétrica Mosquitão.

A economia de Iporá tem crescido muito nos últimos anos com aumento do cultivo da plantação de soja no município e o comércio a cada ano tenha se fortalecido mais.

Possui um lago artificial urbano, o Lago Pôr-do-Sol, que é atrativo turístico do município. O lago tem pista de areia, pista de caminhada, quiosques padronizados quadra de areia, quadra de futsal e basquete, academia pública e pista para eventos, há também 6 praças espalhadas pela cidade.

A reserva ecológica do Morro do Macaco é considerado por muitos praticantes como um dos melhores lugares da região para a prática do parapente e voo livre e também é considerado por muitos praticantes do esporte um ótimo lugar tanto para trilhas de bicicletas como para trilhas de motocross.

A cidade de Iporá possui 5 (cinco) eventos anuais que atraem milhares de turistas;

Encontro Nacional dos Muladeiros (o maior encontro de muladeiros da América Latina), o evento costuma acontecer na última semana de janeiro;

Festa da Nossa Senhora Auxiliadora, padroeira da cidade, (a terceira maior festa religiosa do Estado de Goiás), mais conhecida como a Festa de Maio, durante um mês, antecedendo a festa, acontecem romarias na casa de fiéis da Nossa Senhora Auxiliadora, a festa tem duração de uma semana, na qual centenas de barracas comerciais diversas instalam-se na avenida XV de novembro, o fim da festa se dá no dia 24 de maio, sendo oficialmente o Dia da Nossa Senhora Auxiliadora;

Expoipo - Exposição agropecuária de Iporá - exposição de animais, leilões, rodeios, shows sertanejos, o evento costuma acontecer na última semana de julho.

Entre escritores nascidos em Iporá estão o romancista e poeta Edival Lourenço e o poeta Pio Vargas. A Secretaria de Estado da Cultura de Goiás mantém a Biblioteca Estadual Escritor Pio Vargas, denominação adotada em 1991.

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