Itajubá é um município brasileiro no sul do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população em julho de 2025, segundo a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 96 855 habitantes.
O nome Itajubá é uma corruptela de Itagybá, primeiro nome dado à região, nome oriundo do tupi que significa “cachoeira do rio das pedras”, através da junção dos termos ita (pedra), y (rio) e bae (queda, cachoeira).
Itagybá foi dado em alusão à cachoeira junto às minas de Miguel Garcia Velho, sugerido por seus companheiros de expedição.
Devido a uma confusão com outra palavra semelhante, itajuba (com a tônica no – jú), muitos acreditam que Itajubá significa pedra amarela.
Primeiros tempos e ciclo do ouro
Os primeiros habitantes de Itajubá foram os indígenas puris, apelidados pelos não-indígenas de “coroados”, encontrados também no Vale do Paraíba.
As primeiras penetrações na região de Itajubá são datadas do final do século XVI, com a expedição de Martim Correia de Sá, partindo do Rio de Janeiro e da qual fazia parte Anthony Knivet, e a bandeira de João Pereira “Botafogo”, que partiu de São Paulo.
No século XVII, sobretudo na sua segunda metade, o sul de Minas Gerais foi percorrido por bandeirantes paulistas, partindo das vilas de São Paulo e Taubaté, que buscavam indígenas para escravizar e ouro, como Borba Gato, padre João de Faria Fialho e outros.
Em 1703, após desviar-se da rota tradicional dos bandeirantes no sul de Minas, que chegava ao vale do Rio Verde e em Baependi, o taubateano Miguel Garcia Velho descobriu ouro em diversos pontos do atual município de Delfim Moreira, mas o que mais lhe chamou a atenção foram as minas do Itagybá, perto da qual surgiu a povoação de Nossa Senhora da Soledade do Itagybá, antigamente conhecida como Itajubá Velho e atualmente sendo a cidade de Delfim Moreira, onde permaneceu por cinco anos.
Em 1746, as minas de Itagybá, até então parte da Capitania de São Paulo, passaram para a Capitania de Minas Gerais, após anos de disputas entre as duas entidades.
O garimpo em Soledade de Itagybá durou pouco. Em meados do século XVIII, as minas locais já haviam se esgotado, causando estagnação econômica, e muitos dos seus habitantes se retiraram dali, com os que permaneceram se dedicaram à agricultura e à pecuária, pelo fato de o ouro ter rareado.
Em 1817, o vigário da freguesia de Nossa Senhora da Soledade de Itagybá, criada em 1762, Padre Joaquim José Ferreira, faleceu e assumiu em seu lugar, no ano seguinte, o padre português Lourenço da Costa Moreira, que chegou vindo de Guaratinguetá. Não gostou da povoação, por causa do relevo acidentado e clima frio.
Expondo a situação da povoação, o padre Lourenço convidou alguns de seus paroquianos a seguirem com ele na busca de um local para fundar uma nova povoação. A caravana partiu em 17 de março de 1819 e, no dia 19, chegou à colina do Ibitira, no vale do rio Sapucaí, em cujo topo, em um primitivo altar de paus preparados a foice pelos seus acompanhantes, rezou a primeira missa ali, fundando a povoação de Boa Vista do Sapucaí (atual cidade de Itajubá). Posteriormente, foi erguida uma capela de pau-a-pique ali. A nova povoação atraiu muitos habitantes vindos de Soledade de Itagybá.
Por meio de um decreto imperial de 14 de julho de 1832, a povoação de Boa Vista do Sapucaí foi elevada à categoria de freguesia, subordinada à vila de Campanha da Princesa.
Posteriormente, a Lei Provincial nº 355, de 27 de setembro de 1848, sancionada pelo presidente da província de Minas Gerais, Bernardino José de Queiroga Júnior, elevou a freguesia de Boa Vista do Sapucaí à categoria de vila, com o nome de Boa Vista do Itajubá, desmembrada de Campanha, sendo instalada em 27 de junho de 1849, com a posse da primeira Câmara Municipal.
Em 1850, a freguesia de Espírito Santo dos Cumquibus se emancipou de Itajubá, com o nome de Cristina, junto com a de São Sebastião da Capituba (atual Pedralva).
Em 4 de outubro de 1862, pela Lei provincial nº 1.149, elevou Boa Vista de Itajubá à categoria de cidade, com o nome de Itajubá.
Entre meados e o final do século XIX, ganhou destaque, em Itajubá, a cultura do café, a qual, junto com a do fumo e a agricultura de subsistência, eram as principais atividades econômicas do município.