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John Bolton

John Robert Bolton (Baltimore, Maryland, 20 de novembro de 1948) é um diplomata, ex-militar, advogado e político norte-a

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John Robert Bolton (Baltimore, Maryland, 20 de novembro de 1948) é um diplomata, ex-militar, advogado e político norte-americano conhecido por suas visões conservadoras e nacionalistas. Foi embaixador dos Estados Unidos na ONU de 2005 a 2006 durante a administração George W. Bush. Também trabalhou no gabinete dos governos George H. W. Bush e Ronald Reagan. Em março de 2018, foi apontado pelo presidente Donald Trump para servir como seu Conselheiro de Segurança Nacional, cargo que manteve até setembro de 2019.

Na política externa, Bolton é descrito como um falcão (hawk) e é defensor da Invasão americana no Irã, Síria, Líbia, Venezuela, Cuba, Iêmen e Coreia do Norte. Ele foi um dos maiores críticos da política externa de Barack Obama e uma voz recorrente contra o acordo nuclear iraniano. Foi um fervoroso defensor da Invasão Americana no Iraque e continuou a apoiar a decisão de invasão daquele país. Bolton é considerado um nacionalista e um intervencionista, com posições majoritariamente "neoconservadoras". Contudo, ele pessoalmente rejeita estes termos e rótulos, preferindo se chamar de "pró-Estados Unidos".

John Bolton admitiu em 12 de julho de 2022, já ter planejado golpes de estado em outras partes do mundo. Esta admissão ocorreu quando foi questionado sobre a possibilidade de Donald Trump ter tentado um golpe de estado em 6 de janeiro de 2021, com a invasão de seus aliados no Capitólio.

Em uma entrevista concedida a Edward Luce, do Financial Times, em 2007, ele se declarou um "conservador à la Goldwater", em oposição a ser um neoconservador.

O americanismo é a convicção central de Bolton, segundo o The New York Times:

Bolton vê com ceticismo as organizações internacionais e o direito internacional, acreditando que ambos ameaçam a soberania americana, e não reconhece que possuam autoridade legítima à luz da Constituição dos EUA. Ele criticou a política externa do governo Obama, considerando-a uma forma de abrir mão da soberania americana, e prefere o unilateralismo ao multilateralismo. Em um artigo de 2000 publicado no Chicago Journal of International Law, Bolton descreveu-se como um "americanista convicto", defendendo essa postura em detrimento do que classificou como "globalismo". No entanto, ao desempenhar funções no governo dos EUA, Bolton adotou uma postura mais pragmática em relação às organizações internacionais — embora, segundo a revista Foreign Policy, tenha efetivamente promovido suas convicções sobre o tema durante sua atuação no governo Trump.

Bolton criticou o Tribunal Penal Internacional, considerando-o uma ameaça à soberania dos EUA. Bolton afirmou: "Se o tribunal agir contra nós, contra Israel ou contra outros aliados dos EUA, não ficaremos de braços cruzados. Proibiremos a entrada de seus juízes e promotores nos Estados Unidos. Imoremos sanções aos seus recursos no sistema financeiro dos EUA e os processaremos no sistema penal norte-americano."

Bolton tem sido um crítico ferrenho das Nações Unidas durante grande parte de sua carreira. A oposição de Bolton à ONU baseava-se em um desprezo por organizações internacionais, as quais ele acreditava que infringiam a soberania dos Estados Unidos. Ele também se opunha ao Tribunal Penal Internacional. Em 1994, ele declarou: "Não existem Nações Unidas. Existe uma comunidade internacional que, ocasionalmente, pode ser liderada pela única potência real que resta no mundo — os Estados Unidos —, quando isso atende aos nossos interesses e quando conseguimos que outros nos acompanhem".

Ele também afirmou que "o Edifício do Secretariado em Nova York tem 38 andares. Se perdesse dez andares hoje, não faria a menor diferença". Ao ser questionado sobre essa declaração durante o processo de confirmação, ele respondeu: "Não existe burocracia no mundo que não pudesse ser tornada mais enxuta". No entanto, em um documento sobre a participação dos EUA na ONU, Bolton afirmou que "as Nações Unidas podem ser um instrumento útil na condução da política externa americana". Em outras ocasiões, Bolton fez comentários críticos à ONU, como: "Se eu fosse reformular o Conselho de Segurança hoje, teria apenas um membro permanente, pois esse seria o verdadeiro reflexo da distribuição de poder no mundo" — sendo esse membro os Estados Unidos.

Bolton é um crítico da União Europeia. Em seu livro Surrender Is Not an Option, ele criticou a UE por se dedicar a um "processo interminável de mastigação diplomática" em vez de resolver problemas de forma satisfatória, chegando a rotular os diplomatas da organização como "EUroids". Ele também criticou a UE por promover o que considera políticas liberais. Bolton fez campanha na Irlanda contra o aprofundamento da integração com a UE em 2008 e criticou o Tratado de Lisboa por ampliar os poderes do bloco. Em 2016, Bolton elogiou a decisão do Reino Unido, via referendo, de deixar a UE; em janeiro de 2019, o portal Axios noticiou que ele continuava a defender um Brexit rígido (hard Brexit) enquanto atuava como Conselheiro de Segurança Nacional. Em uma entrevista à Sky News em março de 2019, Bolton criticou a "classe política" do Reino Unido por não concretizar a decisão do referendo sobre o Brexit.

O senador russo Aleksey Pushkov, ex-presidente do Comitê de Relações Internacionais da Duma Federal, disse após a nomeação de Bolton: "Bolton, juntamente com Bush, Cheney e Rumsfeld, foi um defensor fervoroso da guerra no Iraque. Um apoiador de jihadistas com o objetivo de derrubar [o presidente sírio Bashar al-Assad]. Um grande especialista em intervenções e agressões, e adepto do uso da força. McMaster é um general. Bolton é o ideólogo de uma nova Guerra Fria, um opositor convicto da Rússia.""

Em um artigo de junho de 2017 intitulado "Vladimir Putin olhou nos olhos de Trump e mentiu para ele. Negociamos com a Rússia por nossa conta e risco", Bolton classificou a interferência russa na eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016 como "um verdadeiro ato de guerra". Já em julho de 2018, na qualidade de conselheiro de segurança nacional de Trump, Bolton referiu-se à investigação sobre a interferência russa como "a caça às bruxas da Rússia".

Em um artigo de dezembro de 2021 intitulado "Chegou a hora de a OTAN enfrentar a Rússia", Bolton defendeu uma resposta enérgica ao aumento de tropas de Moscou ao longo da fronteira com a Ucrânia, antes do início da invasão em larga escala em fevereiro de 2022.

Em 6 de julho de 2023, o presidente dos EUA, Joe Biden, aprovou o fornecimento de bombas de fragmentação à Ucrânia. Bolton saudou a decisão como "uma excelente ideia".

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