José Manuel Balmaceda Fernández (Bucalemu, 19 de julho de 1840 – Santiago, 19 de setembro de 1891) foi um político chileno, que exerceu como presidente do Chile entre 1886 e 1891.
Iniciou seu governo com um ambicioso plano de obras públicas e com o ideal político de unir os liberais em um só grande partido. No entanto, logo se iniciou um confronto com o congresso pela disputa entre presidencialismo e parlamentarismo, que se transformou em uma guerra civil em 1891, após Balmaceda aprovar o orçamento da nação sem a assinatura do Congresso. Derrotadas suas forças nas batalhas de Concón e de Placilla, suicidou-se em 19 de setembro de 1891 na legação argentina.
Filho do senador Manuel de Balmaceda Ballesteros e de María Encarnación Fernández Salas. Primogênito entre 9 irmãos, e nascido no seio de uma família abastada. Estudou no Colégio dos Sagrados Corações de Santiago dos Padres Franceses, no Seminário Conciliar, lugar onde desenvolveu uma precoce vocação sacerdotal, a qual abandonou tempo depois, mas sem se tornar antirreligioso, e no Instituto Nacional.
Contraiu matrimônio com Emilia de Toro Herrera em 11 de outubro de 1865, da qual união tiveram seis filhos: José Manuel, Pedro, Enrique, Elisa, Julia e María.
Em 1865 foi designado secretário de Manuel Montt Torres, durante o trabalho deste no Congresso Americano de Lima. O ex-presidente marcou fortemente Balmaceda, especialmente sua força moral, sua capacidade organizadora e a energia criadora. Nessa época já se destacava como um grande orador, gozando de enorme prestígio.
Em 1866 foi Cofundador, com os escritores nacionais Justo e Domingo Arteaga Alemparte, do jornal "La Libertad". Foi eleito deputado por Carelmapu em quatro ocasiões consecutivas. Desde que se apresentou no Congresso, incorporou-se de cheio ao Partido Liberal Reformista, seu trabalho e seus discursos parlamentares se desenvolveram de 1870 a 1879 no seio da oposição reformista.
Em 1878 o presidente Aníbal Pinto o nomeou ministro plenipotenciário junto ao governo argentino, conseguindo que as autoridades trasandinas se comprometessem a respeitar a neutralidade durante a Guerra do Pacífico.
Essa gestão lhe valeu o apreço de Domingo Santa María, que o designaria Chanceler em seu primeiro gabinete (1881), para se converter depois em seu Ministro do Interior.
Santa María o tomou como seu sucessor, sendo proclamado candidato à presidência em 17 de janeiro de 1886, apoiado pelos partidos Nacional, Liberal e uma fração dos Radicais. Seu possível contendores, José Francisco Vergara, retirou-se da corrida presidencial e Balmaceda foi eleito presidente da República por 417 votos.
Foi proclamado pelo Congresso como presidente eleito, em sessão de 30 de agosto de 1886. Assumiu o comando em 18 de setembro de 1886.
Os principais postulados de Balmaceda ao iniciar seu governo eram:
Desenvolvimento econômico do país, mediante um plano de obras públicas, que incluem ferrovias, escolas, esgotos, estradas, hospitais, cadeias, etc., com claro ênfase descentralizador.
Difusão de uma ampla e completa instrução pública.
A consagração constitucional da "liberdade de cultos, a independência e a soberania do Estado" em relação à igreja e o respeito à fé religiosa.
Industrializar o país, através de políticas protecionistas e o investimento direto do estado, que permitisse diversificar a produção e melhorar os salários da classe trabalhadora.
Reforma das municipalidades e leis sobre partidos políticos.
Unir o liberalismo em uma só grande família (até o momento divididos em liberais de governo, dissidentes ou luminárias e radicais).
Juraram junto a Balmaceda seus primeiros ministros, que serão: