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José Miguel Júdice

Advogado e intelectual português

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José Miguel de Alarcão Júdice GOIH (Coimbra, 15 de agosto de 1949) é um advogado e analista político português.

José Miguel Júdice dedicou a sua carreira à advocacia (com especial incidência nos contenciosos arbitrais), tornando-se igualmente um reconhecido analista político, colaborando em vários órgãos da comunicação social.

Teve igualmente atividade política, primeiro em organizações da direita radical, no período da Revolução de 25 de Abril de 1974 e, mais tarde, como militante do Partido Social Democrata, chegando, contudo, a apoiar também o Partido Socialista.

Foi Bastonário da Ordem dos Advogados, entre 2002 e 2004.

Natural de Coimbra, a família da mãe (D. Maria do Carmo Alarcão) tinha no seu património a conhecida Quinta das Lágrimas, onde o rei D. Pedro I terá vivido com Inês de Castro.

É hoje proprietário desse imóvel (classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1977).

O pai foi militante do Partido Comunista Português.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1972, foi assistente das Faculdades de Direito da Universidade de Coimbra, até 1979, e da Universidade de Lisboa, de 1979 a 1981.

Admitido em 1977 na Ordem dos Advogados Portugueses, seria um dos sócios da PLMJ, a sociedade fundada por António Maria Pereira — que Júdice conheceu na prisão de Caxias em pleno PREC, quando foi preso pela COPCON — e Luís Sáragga Leal.

Destacou-se na prática do contencioso arbitral, incluindo de arbitragens internacionais.

A partir de 2013 foi presidente do Centro de Arbitragem Comercial da Associação Comercial de Lisboa.

Um dos mais solicitados analistas da atualidade política, participou no programa televisivo de comentário da atualidade política Regra do Jogo, da SIC Notícias, com António Barreto, e foi colunista no jornal Público.

A sua última colaboração foi o espaço de opinião denominado As Causas, todas as terças-feiras à noite, na SIC Notícias, até novembro de 2024.

Cargos relacionados com a profissão

Foi vogal do Conselho Superior da Magistratura, desde 1997 até 2001.

Foi o 22.º Bastonário da Ordem dos Advogados, entre 2002 a 2004.

Pena disciplinar por conduta indevida

Em 2006, José Miguel Júdice foi sancionado pela Ordem dos Advogados com uma pena disciplinar por declarações em que afirmava que "o Estado, no seus negócios, deveria consultar sempre as três maiores sociedades de advogados", o que incluia a sua própria sociedade.

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