Julius Sello Malema (3 de março de 1981) é membro do parlamento e líder dos Combatentes da Liberdade Econômica (Economic Freedom Fighters; EFF), um partido político comunista e nacionalista negro sul-africano, que ele fundou em julho de 2013. Ele anteriormente foi Presidente da Juventude do Congresso Nacional Africano entre 2008 e 2012. Malema foi membro do Congresso Nacional Africano desde os nove anos de idade até ser expulso do partido em abril de 2012 aos trinta e um anos. Ele ocupa uma posição notadamente polêmica na vida pública e política sul-africana, tendo atingido a proeminência com seu apoio ao presidente do CNA, e depois presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Ele foi descrito tanto por Zuma quanto pelo premier da província de Limpopo como o "futuro líder" da África do Sul. Críticos menos favoráveis pintam-no como um "populista imprudente" com o potencial de desestabilizar a África do Sul e desencadear conflitos raciais.
Malema foi condenado por discurso de ódio em março de 2010 e novamente em setembro de 2011. Em novembro de 2011 ele foi julgado culpado de semear divisões dentro do CNA e, em conjunto com sua suspensão de dois anos em maio de 2010, foi suspenso do partido por cinco anos. Em 2011, foi novamente condenado por discurso de ódio após cantar "Dubula iBunu" ("Atire nos Bôeres"), decisão mantida em recurso, levando à sua expulsão do CNA.
Em 2012, Malema foi acusado de fraude, lavagem de dinheiro e extorsão. Após vários adiamentos, o caso foi arquivado pelos tribunais em 2015 devido a atrasos excessivos pela Autoridade Nacional de Promotoria, levando a percepções de que as acusações foram politicamente motivadas. Porém, em 2018, o grupo nacionalista branco dos africânderes AfriForum anunciou que iria montar um processo privado contra Malema sobre as acusações de corrupção.
Em um comício político em novembro de 2016, Malema afirmou que o EFF "não estava pedindo o massacre de pessoas brancas, pelo menos por enquanto". O partido de oposição Aliança Democrática (DA) criticou sua "linguagem violenta e ameaçadora". Ele reiterou essa posição em 2022, dizendo que não poderia "garantir que não posso ou não irei pedir o massacre de pessoas brancas" em algum momento no futuro.
Em 2018, durante outro comício, Malema descreveu os planos para remover Athol Trollip do cargo de prefeito do Município de Nelson Mandela como planos para "cortar a garganta da branquitude". O líder da DA, Mmusi Maimane, classificou as palavras de Malema como "ataques racistas" e "ódio racista". Após a morte do ex-presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, em 2019, Malema publicou no Twitter várias frases polêmicas de Mugabe, incluindo: "O único homem branco em quem se pode confiar é um homem branco morto". A Comissão de Direitos Humanos da África do Sul condenou a publicação e afirmou que processaria Malema por disseminar discurso de ódio.
Em 2022, Malema fez um discurso contra um homem branco que havia atacado membros do EFF. Em consequência desse discurso, em 2025, Malema foi condenado por discurso de ódio por, segundo o tribunal, "incitar a morte de [racistas]". Ele recorreu a uma instância superior.
Em 1º de outubro de 2025, Malema foi condenado por cinco infrações, incluindo posse ilegal de arma de fogo e munição, disparo ilegal de arma em local público e exposição de terceiros a risco. As infrações estavam relacionadas a um comício do EFF no qual Malema disparou entre 14 e 15 tiros reais em um palco, diante de aproximadamente 20.000 apoiadores. Em abril de 2026, ele foi condenado a cinco anos de prisão em decorrência dessas condenações. Segundo a Constituição da África do Sul, qualquer pessoa que receba uma pena de 12 meses ou mais sem a opção de multa, e cuja sentença não seja anulada em grau de recurso, fica impedida de exercer o mandato de membro do Parlamento por cinco anos.
Forde, Fiona (2012). An inconvenient youth: Julius Malema and the 'new' ANC Totalmente revisado e atualizado ed. Londres: Portobello Books. ISBN 9781846274565
Malema's Economic Freedom Fighters (em inglês)
Julius Malema: Ready to remove Zuma government by force - entrevista com Al Jazeera English (vídeo, 25 minutos, em inglês)