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Lorde Byron

Poeta britânico, figura importante do romantismo

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George Gordon Byron, 6.º Barão Byron FRS (Londres, 22 de janeiro de 1788 – Missolonghi, 19 de abril de 1824), conhecido como Lorde Byron, foi um poeta britânico e uma das figuras mais influentes do romantismo. Entre os seus trabalhos mais conhecidos estão os extensos poemas narrativos Don Juan, A Peregrinação de Childe Harold e o curto poema lírico She Walks in Beauty.

Byron é considerado um dos maiores poetas britânicos, e permanece vastamente lido e influente. Ele percorreu toda a Europa, especialmente Itália, onde viveu durante sete anos. No fim da vida, Byron juntou-se à Guerra de independência da Grécia contra o Império Otomano, motivo pelo qual muitos gregos reverenciam-no como um herói nacional. Morreu aos trinta e seis anos de idade de uma febre contraída em Missolonghi. Muitas vezes descrito como o mais extravagante e notório dos maiores poetas românticos, Byron foi tanto festejado quanto criticado em sua vida pelos excessos aristocráticos, incluindo altas dívidas, numerosos casos amorosos com homens e mulheres (como, por exemplo, com a meia-irmã da escritora Mary Shelley, Claire Clairmont), além de boatos de uma relação escandalosa com sua meia-irmã, autoexílio e bissexualidade.

Gordon Byron nasceu em 22 de janeiro de 1788, em Londres, filho do capitão John Byron e de Catherine Gordon, herdeira de uma antiga família escocesa ligada à nobreza. Após o suicídio de seu avô materno e a morte do pai, quando Byron ainda era criança, sua mãe enfrentou dificuldades financeiras e retornou com o filho para Aberdeen, na Escócia, onde ele passou a infância.

Em 1798, aos dez anos de idade, herdou o título de "Sexto Barão Byron" e a propriedade de Newstead Abbey, no condado de Nottinghamshire, após a morte de seu tio-avô. Em 1822, para receber parte da herança da família de sua sogra, adotou oficialmente o sobrenome Noel, passando a assinar Noel Byron.

Educação e primeiros relacionamentos

Byron estudou inicialmente na Aberdeen Grammar School e, posteriormente, na escola de William Glennie, em Dulwich. Em 1801 ingressou na Harrow School, onde permaneceu até 1805. Durante esse período, apaixonou-se por Mary Chaworth, considerada por muitos biógrafos seu primeiro grande amor e inspiração para diversos poemas juvenis.

Em Harrow, também desenvolveu amizades intensas com colegas como John FitzGibbon, futuro Conde de Clare, relações que mais tarde evocaria em sua poesia. Em 1805 ingressou no Trinity College, da Universidade de Cambridge, onde estreitou laços com John Edleston, a quem dedicou a série de elegias Thyrza, além de estabelecer amizades duradouras com John Cam Hobhouse e Francis Hodgson, importantes correspondentes e colaboradores ao longo de sua vida.

Enquanto não estava na escola, Byron viveu com a mãe em Southwell, Nottinghamshire, onde iniciou sua produção literária. Com o apoio de Elizabeth Pigot, que transcrevia seus manuscritos, publicou seu primeiro livro de poemas, Fugitive Pieces, impresso quando tinha apenas 17 anos. A obra, porém, foi retirada de circulação por recomendação do reverendo John Thomas Becher, que considerou alguns de seus poemas excessivamente românticos.

Posteriormente, Byron lançou Hours of Idleness (Horas Ociosas), coletânea que reunia poemas da juventude e textos inéditos. A recepção negativa da obra na Edinburgh Review, em crítica atribuída a Henry Peter Brougham, motivou a composição da sátira English Bards and Scotch Reviewers, publicada anonimamente e responsável por consolidar sua reputação como polemista.

Após retornar de suas viagens pelo Mediterrâneo, Byron publicou, em 1812, os dois primeiros cantos de Childe Harold's Pilgrimage (A Peregrinação de Childe Harold), obra que lhe proporcionou fama imediata. Sobre o sucesso do poema, escreveu a célebre frase: "Acordei uma manhã e me vi famoso". O sucesso foi ampliado com os cantos seguintes e com os chamados "Contos Orientais", entre eles The Giaour, The Bride of Abydos, The Corsair and Lara. Nesse período, também iniciou sua amizade com Thomas Moore, que mais tarde se tornaria seu principal biógrafo.

Entre 1809 e 1811, Byron realizou sua Grand Tour, tradicional viagem entre jovens aristocratas, acompanhado por seu amigo John Cam Hobhouse. Devido às Guerras Napoleônicas, evitou grande parte da Europa continental e percorreu Portugal, Espanha, Malta, Grécia e o Império Otomano. Além do interesse cultural, a viagem também lhe permitiu afastar-se dos credores e de problemas pessoais na Inglaterra.

A viagem começou por Portugal, onde visitou Lisboa e Sintra, esta última posteriormente descrita em A Peregrinação de Childe Harold como um "glorioso Éden". Em seguida, atravessou a Espanha, passando por Sevilha, Jerez de la Frontera, Cádis e Gibraltar, antes de seguir por mar para Malta e a Grécia.

Em Atenas, Byron conheceu Nicolo Giraud, jovem que se tornou seu companheiro e a quem mais tarde enviou para estudar em Malta. A natureza da relação entre ambos tem sido objeto de debate entre os biógrafos, alguns dos quais sugerem que ela tenha sido amorosa. Ainda em Atenas, em 1810, escreveu o poema Maid of Athens, ere we part, dedicado a Teresa Makri.

Durante a etapa final da viagem, Byron visitou Esmirna e Constantinopla. Em 3 de maio de 1810, atravessou a nado o estreito de Helesponto, feito que mais tarde recordaria em Don Juan. Retornou à Inglaterra em julho de 1811, trazendo experiências que exerceriam profunda influência sobre sua vida e sua obra, especialmente na ambientação de A Peregrinação de Childe Harold e dos chamados "Contos Orientais".

Escândalos, casamento e saída definitiva da Inglaterra

Com a publicação dos dois primeiros cantos de A Peregrinação de Childe Harold, em 1812, Byron alcançou fama imediata e tornou-se uma das figuras mais célebres da sociedade londrina durante o período da Regência. Nesse período, publicou algumas de suas obras mais conhecidas, entre elas The Giaour, The Bride of Abydos (1813), Parisina e The Siege of Corinth (1815).

Sua vida pessoal recebeu tanta atenção quanto sua produção literária. Byron envolveu-se em um relacionamento amplamente divulgado com lady Caroline Lamb, que o descreveu como "louco, mau e perigoso de conhecer". Em 1813, voltou a conviver com sua meia-irmã, Augusta Leigh, fato que alimentou rumores de uma relação incestuosa e de que Medora Leigh, filha de Augusta, seria filha de Byron, alegações jamais comprovadas.

Na tentativa de estabilizar sua vida pessoal e financeira, Byron casou-se com Annabella Milbanke em 2 de janeiro de 1815. Em dezembro do mesmo ano nasceu a única filha legítima do casal, Ada Lovelace. O casamento, contudo, deteriorou-se rapidamente em razão dos problemas financeiros de Byron, de seus relacionamentos extraconjugais e das tensões provocadas pelos rumores envolvendo Augusta Leigh. Em janeiro de 1816, Annabella deixou o marido levando a filha, e a separação foi formalizada por acordo privado em março daquele ano.

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