Marcelo Ferreira de Oliveira Gomes (Recife, 28 de outubro de 1962) é um roteirista, montador, produtor e diretor de cinema e televisão brasileiro. Considerado um dos principais cineastas ligados a retomada do cinema brasileiro, suas produções já lhe renderam dois Troféus Candango, três Grandes Otelo, um Prêmio APCA e dois Prêmios Guarani.
Seu filme de estreia em longas-metragens Cinema, Aspirinas e Urubus (2006), foi exibido na sessão Un Certain Regard do Festival de Cannes. Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009), codirigido com Karim Aïnouz, estreou na mostra Orizzonti do Festival de Veneza. Seus próximos filmes, Era Uma Vez Eu, Verônica (2012), O Homem das Multidões (2013), Joaquim (2017), que competiu pelo Urso de Ouro no Festival de Berlim, Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar (2019), Paloma (2022), Retrato de Um Certo Oriente (2024), Criaturas da Mente (2025), e Dolores (2026), foram aclamados pela crítica.
Na televisão, Gomes dirigiu a série Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente (2025) para o HBO Max.
Nascido em 28 de outubro de 1962, teve sua primeira experiência com o cinema no final da década de 1980, como participante do cineclube Jurando Vingar, criado por ele em Recife. Em 1991, ganhou uma bolsa para estudar cinema na Universidade de Bristol, localizado na Inglaterra. Após voltar ao Brasil em 1993, cria a produtora Parabólica Brasil, em parceria com os cineastas Cláudio Assis e Adelina Pontual.
Em seu primeiro trabalho como diretor, no curta-metragem Maracatu, Maracatus, de 1995, recebe o prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília.
Colabora com Karim Aïnouz no roteiro do filme Madame Satã, em 2002. Seu primeiro trabalho com diretor de longa-metragem foi em Cinema, Aspirinas e Urubus, protagonizado por João Miguel e Peter Ketnath, lançado em 2005. O filme foi aclamado pela crítica nacional e internacional, participando da Mostra Un Certain Regard (Um Certo Olhar) do Festival de Cannes 2005, e recebendo 6 prêmios no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, incluindo Melhor Longa-metragem de Ficção e Melhor Direção. Foi também o representante do Brasil para o Oscar de Melhor Filme Internacional de 2007, porém acabou não sendo indicado. Em 2015, o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Em 2019, dirigiu o documentário Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, onde retrata a vida de trabalhadores de um dos maiores polos de confecção de jeans do Brasil. O filme foi exibido no Festival de Cinema de Berlim, na mostra Panorama. Em 2020, saiu com o prêmio de Melhor Documentário de Longa-Metragem, no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro.