Margarida Plantageneta (em inglês: Margaret Plantagenet) também conhecida por Condessa de Salisbury e como resultado de seu casamento com Sir Ricardo Pole, ela também era conhecida como Margarida Pole, (em inglês: Margaret Pole; 14 de agosto de 1473 – 27 de maio de 1541), ela foi uma nobre inglesa e uma das únicas mulheres na Inglaterra do século XVI a ser uma nobre por direito próprio (suo jure), era filha de Jorge Plantageneta, Duque de Clarence, irmão legítimo dos reis Eduardo IV de Inglaterra e de Ricardo III de Inglaterra, sua mãe era Isabel Neville, Duquesa de Clarence.
Nascida Margarida Plantageneta, ela tinha uma linhagem impecável por ambos os lados, que fazia tremer os reis da Casa de Tudor, por um motivo muito simples: ela era descendente direta da Dinastia Plantageneta, e uma das últimas sobreviventes da família real legítima que governou a Inglaterra por mais de 300 anos antes de ser derrubada. Ela era neta de Ricardo Plantageneta, 3.º Duque de Iorque, que não chegou a ser rei, embora tenha reivindicado a coroa, era também sobrinha direta de dois monarcas Plantagenetas, representantes da Casa de Iorque, era prima legítima da rainha Isabel de Iorque, a esposa de Henrique VII de Inglaterra e a mãe de Henrique VIII de Inglaterra.
Margarida pertencia à linha central legítima dos Plantagenetas da Casa de Iorque, se a linha de sucessão seguisse a tradição puramente hereditária e masculina, através de seu irmão mais novo, Eduardo Plantageneta, 17º Conde de Warwick, que foi julgado e executado por traição em 1499, na Torre de Londres, a família de Margarida tinha um argumento muito mais robusto e direto ao trono do que os próprios reis Tudor. Ser tão legítima acabou se tornando a maldição de Margarida, pois Henrique VIII via a existência dela e de seus filhos, como uma ameaça constante de rebelião e restauração da dinastia anterior.
Margarida foi uma das poucas integrantes da Casa de Plantageneta, a sobreviver à Guerra das Rosas e a última Plantageneta legítima, tendo sido condenada sem julgamento e executada na Torre de Londres em 1541, aos 67 anos de idade, em um dos episódios mais brutais do reinado de Henrique VIII de Inglaterra, o segundo monarca da Casa de Tudor, filho de sua prima, Isabel de Iorque. Margarida foi beatificada em 29 de dezembro de 1886, pelo papa Leão XIII. Seu dia é comemorado em 28 de maio. Um de seus filhos, Reginald Pole, foi o último arcebispo católico de Canterbury.
Foi uma das únicas mulheres na Inglaterra do século 16 junto com Ana Bolena a possuir um título de nobreza por direito próprio, em vez de ser casada com um nobre.
Seus avós paternos eram Ricardo Plantageneta, 3.º Duque de Iorque, descendente do rei Eduardo III de Inglaterra e sua esposa, Cecília Neville, Duquesa de Iorque, que através do avô materno, João de Gante, fundador da Casa de Lencastre, outro ramo da Dinastia Plantageneta, também descendia de Eduardo III.
Seus avós maternos eram Ricardo Neville, 16.º Conde de Warwick, membro da Ordem da Jarreteira, conhecido como o Fazedor de Reis e Ana Beauchamp, filha de Isabel le Despenser, condessa de Worcester, cujo famoso ancestral era Hugo Despenser, o Jovem, um favorito do rei Eduardo II de Inglaterra.
Henrique VII de Inglaterra arranjou a união entre Margarida e o galês Sir Ricardo Pole, em 22 de novembro de 1494. Ele era um cavaleiro da Ordem da Jarreteira, filho de Godofredo Pole e Edite de St. John. A mãe de Edite era Margarida Beauchamp de Bletso, que por seu segundo casamento com João Beaufort, 1.º Duque de Somerset, foi mãe de Margarida Beaufort, a mãe do rei Henrique VII de Inglaterra, fazendo de Edite meia-irmã de Margarida.
Henrique Pole, 1.º Barão Montagu (1492 - 9 de junho de 1539), foi executado por traição na Torre de Londres. Foi marido de Joana Neville, filha Jorge Neville, 5.º Barão Bergavenny, com quem teve filhos;
Reginald Pole (março de 1500 - 17 de novembro de 1558), foi o último Arcebispo da Cantuária católico;
Godofredo Pole (m. 1558), Senhor da Casa Lordington, em West Sussex. Marido de Constance Pakenham, com quem teve filhos;
Artur Pole (m. antes de 1538), Senhor de Broadhurst, em Sussex. Sua esposa era Jane Lewknor, porém não teve descendência;
Úrsula Pole (m. 12 de agosto de 1570), Baronessa Stafford como esposa de Henrique Stafford, 1.º Barão Stafford, sendo a mãe de seus filhos, entre eles, Doroteia Stafford, que servia a rainha Isabel I de Inglaterra, como sua dama de companhia.