Mauro Mendonça (Ubá, 2 de abril de 1931) é um ator brasileiro. Destacou-se como um dos principais nomes da televisão, do teatro e do cinema do país, interpretando uma variedade de personagens diferentes, sobretudo tipos poderosos, respeitados e temidos, ao longo de mais de cinco décadas.
Ele e a atriz Rosamaria Murtinho são casados desde 1959, com quem mantém um dos principais casamentos da dramaturgia brasileira. Eles são pais do compositor jPMendonça (n. 1962), do ator Rodrigo Mendonça (n. 1964) e do diretor Mauro Mendonça Filho (n. 1965). Em dezembro de 2016, ganhou o Troféu Mário Lago juntamente com Murtinho.
Mauro tinha acabado de concluir o curso clássico no Educandário Ruy Barbosa, no Rio do Janeiro, quando num estalo, resolveu se matricular na escola do Serviço Nacional de Teatro. Mauro conta que foi uma experiência maravilhosa, e foi a coisa mais certa que fez na sua vida, também conta que já cantava em programa de rádio, de auditório, e que estudava canto e gostava de cantar e de imitar. Que por causa disso, já cantou em um programa do Ary Barroso. Mas o sonho dele era fazer cinema, por causa do neorrealismo italiano, do cinema francês pós-Guerra e do Cinema Brasileiro.
Mauro estudou em 1953 no Conservatório Nacional de Teatro, onde conhece o grupo de Maria Jacinhta, o Teatro de Arte do Rio de Janeiro. Nesse grupo, Mauro fez suas primeiras atuações.
Em 1955, Mauro foi aprovado em teste e entrou para o elenco do Teatro Brasileiro de Comédia.
Mauro estreou profissionalmente no TBC em 1956, na peça "A Casa de Chá do Luar de Agosto", de John Patrick, com direção de Maurice Vaneau. Com isso, o levou à televisão: seu primeiro trabalho em frente das câmeras, foi em um auto de Natal, ao lado de colegas de palco como Cacilda Becker, Ziembinski e Walmor Chagas, na TV Record. Depois fez teleteatros na TV Continental, TV Rio, TV Paulista, que depois virou Globo SP, TV Difusora, TV Tupi e TV Excelsior.
A trajetória de meio século de carreira é relembrada em sua biografia, escrita pelo jornalista Renato Sérgio para a Série Perfil, da Coleção Aplauso, lançada em 2009 pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Depois de fazer alguns teleteatros, Mauro estreou em novelas em 1963, interpretando o Rodolfo em Corações em Conflito. Depois no decorrer da década, fez outras novelas vivendo o Ulisses em Ambição, o Reinaldo em Uma Sombra em Minha Vida, o Arlindo em Os Fantoches, o Dom Braz em A Muralha e o Conde Giorgio em Sangue do Meu Sangue.
No início da década de 1970, faz novelas em emissoras como a Record e Rede Tupi vivendo personagens como o Mateus em Editora Mayo, Bom Dia, o Salvador em Quarenta Anos Depois, o John Canty O Príncipe e o Mendigo, e com o Eduardo em Na Idade do Lobo. Iniciou sua trajetória na Rede Globo em 1973 participando do seriado Shazan, Xerife e Cia. e da novela Carinhoso interpretando o Vicente. Em 1974, participa de duas novelas interpretando o Donatello em O Espigão e como o Álvaro em O Rebu Em 1976, fez a novela Estúpido Cupido interpretando o Tom Mix e depois no ano seguinte, participa da novela Espelho Mágico interpretando o Nelson. Concluiu o decênio participando de quatro obras como o rico Rogério em Te Contei, o Milton em Ciranda Cirandinha, cujo o episódio "O Momento da Decisão, o empresário Arthur em Dancin' Days e o empresário norte-americano Mr. Ziegfield em Feijão Maravilha.
Em 1980, participa de duas novelas interpretando o Evaldo em Água Viva, e vivendo o empresário Conrado em As Três Marias. Em 1981 vive o rico Álvaro em Jogo da Vida e depois no ano seguinte, faz uma participação especial nos primeiros capítulos de Elas por Elas interpretando o Átila. Em 1983, participa de três obras como a minissérie Moinhos de Vento, interpretando o produtor de cinema Fausto, o Embaixador Dumont no primeiro capítulo de Louco Amor, e vivendo o Jurandir na novela Champagne. Em 1985, participa da novela A Gata Comeu vivendo o banqueiro Horácio e no ano seguinte, vive o doutor Geraldo em Sinhá Moça. Em 1987, faz uma participação especial como a Adroaldo em Mandala e no ano seguinte, fez uma participação interpretando o político Favali em Bebê a Bordo e depois vive o coronel Antenor em Vida Nova. Concluiu o decênio participando da minissérie República interpretando o miltar e político Benjamin Constant.
No início da década de 1990, participa de quatro obras interpretando o Honório, Ministro Damasceno, Padre Francisco e Maurício em Mico Preto, A, E, I, O... Urca, Meu Bem, Meu Mal e Lua Cheia de Amor respectivamente. Em 1992, participa de obras como o Hipólito em Tereza Batista, o Sirineo Farfan em Despedida de Solteiro, e ainda, interpreta o Otávio no episódio "Armadilha do Destino" no Você Decide. Em 1993, participa de obras como O Mapa da Mina onde interpreta o industrial Rodolfo e Sonho Meu onde vive o doutor Carlos Louzada.
Em 1994, fez a minissérie Incidente em Antares onde interpreta o líder dos sindicatos Germiniano Ramos e depois, faz uma participação especial na novela Pátria Minha onde interpreta o dono de um jornal carioca Olavo. Em 1995, participa de cinco obras como o governador Benedito Valadares em Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados, o Otávio em uma participação especial na novela A Próxima Vítima, o promotor do julgamento de João Coragem também em uma participação especial na segunda versão de Irmãos Coragem, o coronel Belisário no episódio "O Motim" no Você Decide, e Kleber, dono de um restaurante em Cara & Coroa. Em 1996, fez vários personagens na minissérie do Fantástico A Vida como Ela É..., depois fez uma participação especial como um advogado de defesa em O Fim do Mundo e ainda viveu o coronel José Balbino em Anjo de Mim. Em 1997, participa do episódio "Caco, o Magnífico no seriado Sai de Baixo como o psiquiatria Sigmund Ford, depois interpreta o corrupto Rui Ferreto na segunda versão de Anjo Mau. Concluiu o decênio na pele do pastor Bilac Maciel em Meu Bem Querer.
No início da década de 2000, participou da minissérie A Muralha interpretando o bandeirante Dom Braz Olinto, e posteriormente, participa de dois seriados como Brava Gente nos episódios "A Moda do Chifre" como o delgado Geneval, e "O Diabo Ri por Último" como um vigário, e A Grande Família, interpretando o dono de um motel Manolo nos episódios "Quem Manda Aqui É Ela" e "Genro Não É Parente". Em 2002, participa do elenco da minissérie O Quinto dos Infernos como o arcebispo Melo, e no ano seguinte participa de três obras como o Osvaldo em uma participação especial na novela Malhação, como o diretor de uma escola em Os Normais, cujo o episódio "É uma Questão de Química, Entende?", e como o Sandoval em uma participação especial na novela Kubanacan. Em 2004, faz uma participação especial na minissérie Um Só Coração interpretando o coronel Bento Crispino Macedo e depois integra o elenco da segunda versão de Cabocla vivendo mais um coronel, o Justino.
Em 2005, interpreta o vilão Paul Bullock na novela Bang Bang, e depois nos anos seguintes, viveu o dono de um restaurante Francisco Gomes na segunda versão de O Profeta e participa do seriado Toma Lá Dá Cá nos episódios "O Sequestro" e "Nem Tudo é Realidade" como o coronel Pavão.
Em 2008, interpretou o empresário Gonçalo Fontini na novela A Favorita, onde acabou sendo um das vítimas de Flora (Patrícia Pilar) e encerrou a década interpretando o fazendeiro Antero Godói na segunda versão de Paraíso.
Em 2010, participa do primeiro capítulo de Passione como o Eugênio Gouveia e logo depois viveu o empresário Giancarlo Villa na segunda versão de Ti Ti Ti. Em 2012, participa do episódio "A Mascarada do ABC do seriado As Brasileiras vivendo o Seu Jonas e ainda participa da segunda versão de Gabriela interpretando o coronel Manoel das Onças. Em 2014, participa do episódio "O Homem Ideal" do seriado Os Homens São de Marte e É Pra Lá que Eu Vou interpretando o Inácio. dois anos mais tarde, interpreta o gerente de um banco Inácio Xavier na novela Êta Mundo Bom!.
Iniciou sua trajetória no cinema em 1954, participando dos filmes Carnaval em Caxias e O Petróleo é Nosso. Em 1955, participa do filme Rio, 40 Graus como um turista italiano que visita o Pão de Açúcar. Dois anos mais tarde, viveu Michele no filme Uma Certa Lucrécia. Em 1960, participa do longa Dona Violante Miranda, interpretando o coronel Firmino e quatro anos mais tarde, interpreta o doutor Epaminondas no drama Seara Vermelha. Em 1973, participa de dois filmes como O Descarte, onde interpreta o Aguiar, e ainda faz uma aparição no filme Maria... Sempre Maria. Em 1976, participa do filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, vivendo o farmacêutico Dr. Teodoro Madureira. Concluiu a década interpretando o pai de Patrícia no polêmico Nos Embalos de Ipanema. Em 1982, participa do polêmico filme Amor Estranho Amor onde vive o doutor Benício e no ano seguinte, vive Armando em Doce Delírio. Em 1988, faz uma participação no filme Natal da Portela retratando a vida do bicheiro e carnavalesco Natal da Portela onde o vive o ministro Negrão. Encerrou a década interpretando mais um ministro, o Gouveia em Kuarup. Em 1991, participa do longa brasilo-estaduidense A Grande Arte vivendo um policial. Em 2003, volta aos cinemas após 12 anos afastado na comédia Didi, o Cupido Trapalhão, onde interpreta o político Dr. Poleto. Em 2004, participa de dois longas como Benjamim, interpretando o doutor Campoceleste, e Redentor, onde vive o Noronha. Em 2013, após nove anos afastados dos cinemas, volta no curta-metragem Seu Arlindo Vai à Loucura interpretando o Arlindo. Em 2015, participa do filme Dois como um delegado e no ano seguinte, participa do longa Tô Ryca interpretando o Dr. Odair.