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Mirita Casimiro

Actriz e cantora portuguesa (1914-1970)

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Mirita Casimiro, pseudónimo de Maria Zulmira de Almeida, (Espinho, 10 de Outubro de 1914 — Cascais, 25 de Março de 1970), foi uma actriz e cantora portuguesa.

Nasceu em Espinho enquanto a família estava a passar férias. Eram fortemente ligados à tauromaquia, o seu pai José Casimiro de Almeida, natural de São Pedro do Sul, e avô Manuel Casimiro de Almeida eram ambos cavaleiros de alternativa. A sua mãe, Zulmira de Almeida, era natural de Viseu. Mirita estreou-se como actriz na revista Viva a Folia, no Teatro Maria Vitória, em Lisboa.

Fez diversas operetas e interpretou o papel de um travesti na peça João Ninguém. Um dos seus primeiros grandes êxitos dá-se no espectáculo Olaré Quem Brinca (1933), no Teatro Variedades. Frequentemente, nas comédias em que participava, interpretava canções tradicionais da Beira Alta, envergando trajes típicos e mostrando a pronúncia daquela região. Porém, na sua estreia como protagonista de uma opereta, em "A Catraia do Bolhão", interpretou uma vendedora portuense de manjericos. O seu desempenho nesta opereta consagrou-a e, não por acaso, meses depois estreou-se no cinema, sob a direcção de Leitão de Barros, em Maria Papoila (1937). Segundo João Bénard da Costa este filme foi «um retrato admirável da oposição do mundo rural (…) em grande parte devido à genial criação de Mirita Casimiro» (Costa, João Bénard da, Histórias do Cinema, 1991).

A 14 de agosto de 1941, casou na Capela de Nossa Senhora da Piedade, na Quinta da Capela (propriedade dos Duques de Cadaval), freguesia de São Martinho, em Sintra, com o actor Vasco Santana. Ambos formaram uma dupla de representação muito popular e até uma companhia de teatro.

No entanto, houve uma crise matrimonial culminando numa separação de pessoas e bens, ocorrida em Junho de 1947, o que causou algum escândalo social. Mirita Casimiro, vendo-se ostracizada no meio teatral português, por represália de Vasco Santana, em 1956 decidiu emigrar para o Brasil, onde trabalhou durante alguns anos, embora sem atingir a anterior popularidade.[carece de fontes]? Por impossibilidade de divórcio, o casamento só foi dissolvido por óbito de Vasco Santana, em 1958, podendo então casar-se com João Jacinto Santos Silva, um jornalista desportivo e ex-atleta do Sporting com quem tinha uma filha, chamada Maria, dita Mariquita.

Quando regressou a Portugal em 1964, novamente divorciada, foi convidada a ingressar no elenco do Teatro Experimental de Cascais, o que ditou o seu afastamento do teatro popular. Sob a direcção de Carlos Avilez, integrou o elenco de peças marcantes da mesma companhia, associada ao processo de renovação do teatro português na década de 1960 — A Casa de Bernarda Alba de García Lorca (1966), A Maluquinha de Arroios de André Brun (1966) e O Comissário de Polícia de Gervásio Lobato (1968).

Às 20:45 de 12 de Novembro de 1968, na Av. Marechal Carmona em Vila Nova de Gaia foi vítima de um grave acidente de viação, sofrendo fractura da mandíbula e várias contusões. Apesar de operada, ficou incapacitada para o trabalho. Muito deprimida e vendo-se impossibilitada de voltar ao teatro, acabou por se suicidar, aos 55 anos, na sua residência em Cascais. Foi sepultada no Cemitério de Viseu, de onde era originária a família Casimiro de Almeida. O cortejo fúnebre teve lugar a 27 de Março de 1970, Dia Mundial do Teatro, dois dias depois do óbito e teve direito a guarda de honra.

Em 1986, a sala de espectáculos que tem o Teatro Experimental de Cascais como companhia residente recebeu o seu nome: Teatro Municipal Mirita Casimiro.

Na cidade de Viseu o seu nome é recordado noutra sala de espectáculos, que recebeu o nome de Auditório Mirita Casimiro.

O seu nome está gravado na toponímia de várias localidades portuguesas: Odivelas, Fernão Ferro, Mem Martins, Albufeira, Cascais e São Domingos de Rana.

Participou em diversas peças teatrais:

1948 - O Pirata da Perna de Pau

1968 - O Comissário de Polícia, de Gervásio Lobo

1966 - A maluquinha de Arroios

1966 - A Casa de Bernarda Alba, de Garcia Lorca

1967 - Dom Quixote, de Yves Jamiaque

Foi gravada pelas editoras His Master’s Voice e Valentim de Carvalho:

1951 - Carvalha D'Alva e As Pulgas

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Mirita Casimiro | World in Stories