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Philip Howard, conde de Arundel

Político britânico (1557-1595)

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Philip Howard (Strand (Londres), {28 de junho de 1557 – Londres, 19 de outubro de 1595), 13º conde de Arundel, foi um nobre inglês canonizado, pelo Papa Paulo VI, em 1970, como sendo um dos Quarenta Mártires da Inglaterra e do País de Gales. Viveu principalmente durante o reinado da rainha Elizabeth I. Foi acusado de ser jacobita, de deixar a Inglaterra sem permissão para participar de conspirações jesuítas. Por isso, foi enviado para a Torre de Londres em 1585, onde passou os seus últimos dez anos até sua morte por disenteria.

Howard também foi autor de três tratados manuscritos sobre a excelência e utilidade da virtude.

Um seu bisneto, também chamado Philip Howard, foi um reconhecido cardeal católico.

Filipe nasceu em Arundel House, no Strand, Londres, em 1557, durante a turbulência da Reforma Protestante na Inglaterra. Era o único filho de Thomas Howard, 4º Duque de Norfolk, com sua primeira esposa, Lady Mary FitzAlan, a filha mais nova de Henry FitzAlan, 12º Conde de Arundel, e sua primeira mulher, Lady Katherine Grey.

O pai de Filipe era católico, mas tinha uma educação protestante. Em 1569, foi preso por envolvimento em intrigas contra a rainha. Embora tenha sido libertado em agosto de 1570, alguns meses depois envolveu-se na Conspiração de Ridolfi, cujo objetivo era derrubá-la, instalar Maria Stuart, Rainha da Escócia no trono inglês e restaurar o catolicismo. Em setembro de 1571, quando sua participação na conspiração foi descoberta, foi preso novamente. Em janeiro de 1572, ele foi julgado por alta traição, condenado à morte e executado em junho do mesmo ano, quando Filipe tinha quase quinze anos.

Nesse período, Filipe se formou no St John's College, em Cambridge, em 1574, aos dezessete anos. Apesar de seu passado familiar conturbado, ele começou a frequentar a corte, onde, mesmo assim, tornou-se um dos favoritos da rainha.

Em julho de 1578, sua tia materna faleceu sem deixar descendentes vivos. Com a morte dela, Philip tornou-se o único descendente vivo de seu avô materno e herdeiro do condado de Arundel e seus títulos subsidiários, bem como de todas as extensas propriedades de FitzAlan em Sussex, incluindo o Castelo de Arundel. Após a morte de seu avô em fevereiro de 1580, Howard recebeu toda a herança de sua família materna e a Rainha o nomeou Conde de Arundel.

Em 1581, Philip assistiu a um debate entre jesuítas e um grupo de teólogos protestantes e ficou tão impressionado com os argumentos dos primeiros que renunciou ao seu passado frívolo e reconciliou-se com a Igreja católica para enorme satisfação de sua mulher que era uma praticante às escondidas.

Ainda tentou fugir para o estrangeiro mas foi apanhado e preso.

Nessa altura, ele foi acusado de ser católico, de deixar a Inglaterra sem permissão, de participar de conspirações jesuítas e de reivindicar o título de Duque de Norfolk em desafio à condenação de seu pai. Em julho de 1586, foi-lhe oferecida a liberdade se ele se submetesse ao protestantismo perante a Rainha à igreja; ele recusou. Em 1588, foi acusado de rezar pela vitória da Armada Luso-espanhola. Foi julgado por alta traição em 14 de abril de 1589 e considerado culpado. Foi imediatamente condenado à morte e declarado traidor, com todos os seus títulos nobiliárquicos e propriedades confiscados pela Coroa inglesa. Mas, como a sentença nunca foi assinada, isso não aconteceu e acaba de morrer na cadeia por doença volvidos dez anos.

Isso, sem nunca ter sido autorizado a ver o seu filho - Thomas Howard, 14º conde de Arundel - que nunca chegou a conhecer, por este ter nascido já nessa condição de prisioneiro.

Quarenta Mártires da Inglaterra e Gales

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