Piero Volpi (Milão, 9 de junho de 1952) é um médico, cirurgião e ex-futebolista italiano, que atuava na posição de zagueiro.
Formação acadêmica e atuação como médico
Volpi possuía o ensino médio clássico e era formado em medicina e cirurgia, diploma obtido na Universidade de Perúgia aos 27 anos. Além disso, concluiu na Universidade de Milão a especialização em ortopedia e traumatologia, com ênfase em medicina esportiva. Após a carreira como jogador de futebol, atuou como médico da Inter de Milão, no período de 1995 até 2000 e novamente, retornou ao clube a partir da temporada 2014–2015. Foi o médico responsável pelo tratamento de Ronaldo Nazário, após uma grave lesão pela Inter e garantiu com que Ronaldo conseguisse rendimento para atuar na Copa do Mundo FIFA de 2002, garantindo o pentacampeonato para o Brasil.
Atualmente trabalha como consultor para questões médicas da Associação Italiana de Jogadores (AIC) desde 2000, sendo instrutor de disciplinas médicas da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e membro da comissão contra a dopagem bioquímica e da comissão médico e científica da Federação Italiana de Futebol (FIGC).
Após seus primeiros passos nas categorias de base do Varese, em 1971 Volpi transferiu-se para o time amador do Ignis Varese, onde disputou duas temporadas. Na temporada 1973-1974, ele chegou à Série C, disputando 34 partidas e marcando 2 gols pelo Casertana, que, ao final da temporada, o transferiu para o Lecco, onde ele entrou em campo em todas as 38 rodadas do campeonato de 1974-1975, marcando 1 gol.
Posteriormente, disputou os campeonatos da Série B de 1977-1978 (35 partidas e 1 gol) e 1978-1979 (38 partidas) vestindo a camisa da Ternana. No verão de 1979, ele transferiu-se para o Como, onde, disputando todas as 38 partidas e marcando 2 gols, contribuiu para o acesso à Série A. Na temporada 1980-1981, Volpi acumulou suas únicas 29 partidas na primeira divisão, sem marcar gols.
Ao final do campeonato, ele foi contratado pela Reggiana, time com o qual disputou mais duas temporadas na Série B. Ao final de sua passagem pela Emilia, recebeu inicialmente uma proposta para jogar no Parma, um time muito ambicioso que disputava a Série C1 e contava com um jovem técnico como Arrigo Sacchi, mas acabou recusando a oferta e, aos 31 anos, assinou com o Novara, time que disputava a Série C2 [it], onde permaneceu por duas temporadas, somando 65 partidas e 4 gols.