Ricardo de Rezende Ferraço (Cachoeiro de Itapemirim, 17 de agosto de 1963) é um político brasileiro filiado ao MDB. É o atual Governador do Espírito Santo.
Ricardo de Rezende Ferraço nasceu em 17 de agosto de 1963, em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo. Iniciou sua trajetória política ainda jovem, ao ser eleito vereador, mandato que exerceu entre 1982 e 1988. É filho do também político Theodorico Ferraço.
Posteriormente, foi eleito deputado estadual por dois mandatos consecutivos (1991–1999), tendo presidido a Assembleia Legislativa do Espírito Santo entre 1995 e 1996. Em 1997, assumiu a Secretaria-Chefe da Casa Civil do estado.
Em 1998 foi eleito Deputado Federal, sendo o mais votado do Espírito Santo, com aproximadamente 75 mil votos. Cumpriu mandato na câmara federal 1999 a 2002. Disputou a eleição para o senado em 2002, mas obteve o quarto lugar, as duas vagas do Estado ficaram com Gerson Camata e Magno Malta.
Entre 2003 e 2006, ocupou a Secretaria de Estado da Agricultura no primeiro mandato do governador Paulo Hartung, período em que esteve à frente do Programa Caminhos do Campo, voltado à pavimentação de estradas rurais, e de ações de ampliação da infraestrutura no interior do estado, como energia elétrica e telefonia. Também nesse período foi estruturado o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (PEDEAG).
Em 2007, tornou-se vice-governador do Espírito Santo na chapa de Paulo Hartung, acumulando a pasta de Transportes e Obras, e coordenou o Programa Capixaba de Investimentos Públicos.
Em 2010 foi pré-candidato ao Governo do Espírito Santo. No entanto, pouco tempo antes teve sua candidatura vetada, restando-lhe apoiar a candidatura do senador Renato Casagrande, e lançou-se para a disputa ao Senado, sendo eleito com 1.557.409 (44,55%).
Em 15 de janeiro de 2016 anuncia seu desligamento do PMDB, por discordar do apoio do partido ao governo Dilma Rousseff. Em 1 de março de 2016, se filiou ao PSDB.
No Senado Federal, foi presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e, juntamente do diplomata brasileiro Eduardo Saboia, atuou diretamente no resgate do senador boliviano Roger Pinto Molina, opositor do governo de Evo Morales, que era mantido como asilado político na embaixada do Brasil em La Paz. Em junho de 2016, Ferraço tornou-se membro titular da Comissão Especial do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista, da qual é o relator. Ferraço foi vice-presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado.
Nas eleições de 2018, foi novamente candidato ao senado, não sendo reeleito e ficando em 4º lugar com 480.122 (13,39%) votos.
Nas eleições de 2022, foi eleito vice-governador na chapa do governador reeleito Renato Casagrande (PSB). A chapa foi eleita no segundo turno após receber 53,80% dos votos válidos. Assumiu a mesma função em 2023, ao qual também foi nomeado Secretário de Desenvolvimento por Renato Casagrande, deixando o cargo em fevereiro de 2025, quando foi sucedido por Sérgio Vidigal, ex-prefeito da cidade de Serra.
Tendo pertencido a PSDB, PTB, PPS, PMDB, é atualmente filiado ao MDB.
Em 2 de abril de 2026, Ricardo Ferraço tomou posse como governador do Espírito Santo, após a renúncia de Renato Casagrande, que deixou o cargo para se desincompatibilizar e disputar uma vaga no Senado nas eleições daquele ano. A cerimônia de posse ocorreu na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), em Vitória, seguida da solenidade de transmissão de cargo no Palácio Anchieta, sede do governo estadual.
Investigação na Operação Lava Jato
Em 2017, Ricardo Ferraço passou a constar entre as autoridades investigadas na Operação Lava Jato, após o ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, autorizar a abertura de inquérito contra ele. O pedido decorreu de delações de executivos da Odebrecht, que alegaram ter repassado R$ 400 mil, não contabilizados oficialmente, à campanha de Ferraço ao Senado em 2010, então filiado ao PMDB, por meio do setor de operações estruturadas da empreiteira. O senador negou as acusações e afirmou que processaria os delatores.
Em junho de 2018, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, determinou o arquivamento do inquérito.==Referências==
Câmara dos Deputados-Dados do Deputado