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Rifaat al-Assad

Político e militar sírio (1937–2026)

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Rifaat Ali Suleiman al-Assad (22 de agosto de 1937 – 20 de janeiro de 2026) foi um oficial militar e político sírio. Ele era o irmão mais novo de Hafez al-Assad e tio de Bashar al-Assad, que ocuparam sucessivamente o cargo de Presidente da Síria. Ele é mais conhecido por ter sido o oficial comandante das operações terrestres do Massacre de Hama em 1982.

Após lançar uma tentativa de golpe fracassada contra Hafez al-Assad em 1984, Rifaat viveu exilado na Europa por 36 anos e retornou à Síria em outubro de 2021, depois de ter sido considerado culpado na França por adquirir milhões de euros desviados do Estado sírio. Em setembro de 2022, o mais alto tribunal da França, o Cour de Cassation, confirmou a decisão.

Em agosto de 2023, a Suíça emitiu um mandado de prisão internacional para Rifaat depois que seu Tribunal Penal Federal exigiu sua extradição para processá-lo por seu papel na supervisão das operações terrestres do Massacre de Hama em 1982. O mandado foi emitido como parte dos procedimentos relacionados à queixa por crimes de guerra apresentada em 2013 pela organização de direitos humanos "TRIAL International" no Ministério Público da Suíça (OAG). Em março de 2024, o OAG acusou Rifaat de numerosos crimes cometidos no massacre de Hama em fevereiro de 1982.

Rifaat al-Assad nasceu em uma família Alauita na aldeia de Qardaha, perto de Lattakia, no oeste da Síria, em 22 de agosto de 1937. Estudou Ciência Política e Economia na Universidade de Damasco e mais tarde recebeu um doutorado honorário em Política pela Academia de Ciências da União Soviética.

Rifaat juntou-se ao Exército Árabe Sírio em 1958 como primeiro-tenente e foi rapidamente promovido após treinar em várias academias militares soviéticas (principalmente na escola de artilharia de Ecaterimburgo). Em 1965, tornou-se comandante de uma força de segurança especial leal à ala militar do Ba'ath e logo apoiou a derrubada de Salah Jadid por Hafez al-Assad e a tomada do poder em 1970. Foi-lhe permitido formar seu próprio grupo paramilitar, as Companhias de Defesa, em 1971, que logo se transformou em uma poderosa e regular força militar treinada e armada pela União Soviética. Ele era um pára-quedista qualificado.[carece de fontes?]

Rifaat desempenhou um papel fundamental na tomada do poder executivo por seu irmão em 1970, chamada de Revolução Corretiva, e comandou as forças de segurança interna de elite e as Companhias de Defesa (em árabe: سرايا الدفاع) nas décadas de 1970 e início de 1980. Além de sua postura militar, Rifaat criou a "Liga dos Graduados Superiores" (em árabe: رابطة الخريجين العليا, Rabitat al kharijin al-'ulia), que fornecia fóruns de discussão sobre assuntos públicos para pós-graduados sírios, fora das restrições do partido Ba'ath. Com mais de quinze filiais em toda a Síria, este projeto cultural reuniu dezenas de milhares de membros. Ele teve um papel fundamental ao longo da década de 1970 e, até 1984, muitos o viam como o provável sucessor de seu irmão mais velho. Hafez Assad o nomeou segundo vice-presidente em março de 1984.

Em 1976, visitou o Líbano como convidado de Tony Frangiyeh, uma vez que mantinham laços estreitos e pessoais.

Em 28 de junho de 1979, quinze homens foram enforcados em Damasco. Eles haviam sido condenados por tentativa de assassinato de Rifaat al-Assad.

Numerosos rumores ligam Rifaat al-Assad a vários interesses estrangeiros. Rifaat era próximo do Rei Abdullah da Arábia Saudita. Abdullah era casado com uma irmã da esposa de Rifaat, e Rifaat foi, em ocasiões — mesmo após seu distanciamento público dos governantes na Síria — convidado para a Arábia Saudita, com fotos dele e da família real exibidas na imprensa controlada pelo Estado.

Em 1983, Rifaat se encontrou com o líder da OLP Yasser Arafat numa tentativa de apaziguar as crescentes tensões entre a Síria e os leais a Arafat.

Ion Mihai Pacepa, um general nas forças de segurança da Romênia Comunista que desertou para os EUA em 1978, afirmou que Rifaat al-Assad foi recrutado pela inteligência romena durante a Guerra Fria. No romance de Pacepa de 1996, Red Horizons, o presidente romeno Nicolae Ceaușescu é citado dizendo que Rifaat estava "comendo na nossa mão" e continuou: "Preciso de um canal secreto para comunicações políticas? Uma maneira de informar Hafez secretamente sobre minhas futuras discussões com Carter? Preciso fazer alguém desaparecer no Ocidente? Rifaat cuidará disso. Agora ele não pode viver sem meu dinheiro." Pacepa reafirmou essa acusação mais tarde, descrevendo Rifaat como "nosso agente bem pago" em um artigo de 2003 no qual discutia o então líder líbio Muammar Gaddafi.

Rifaat al-Assad contribuiu para a libertação do político e educador americano David S. Dodge em 21 de julho de 1983. Em 19 de julho de 1982, Dodge foi sequestrado por milicianos pró-iranianos, membros do Amal Islâmico em Beirute, liderados por Hussein al-Musawi. Ele foi mantido primeiro no Líbano e depois mantido cativo no Irã até sua libertação um ano depois. Através de contatos no regime iraniano de Khomeini, Rifaat conseguiu garantir a libertação de Dodge e foi agradecido publicamente pelo presidente dos EUA Ronald Reagan.

Em fevereiro de 1982, como comandante das Companhias de Defesa, ele comandou as forças que reprimiram uma revolta na cidade de Hama, ordenando que suas forças bombardeassem a cidade com foguetes BM-21 Grad, matando milhares de seus habitantes (os relatos do número total de mortes variam entre 10.000 e 40.000). Isso ficou conhecido como o Massacre de Hama. Devido ao seu papel de destaque na campanha militar que matou dezenas de milhares de civis e destruiu a maior parte da cidade de Hama, Rifaat adquiriu o apelido de "Açougueiro de Hama". O jornalista americano Thomas Friedman afirmou em seu livro From Beirut to Jerusalem que Rifaat disse mais tarde que o número total de vítimas foi de 38 000.

Rifaat, no entanto, negou repetidamente ter desempenhado qualquer papel no massacre de Hama. Rifaat al-Assad apresentou sua versão para o massacre de Hama durante a conferência em Paris para formar o Conselho Nacional Democrático Sírio em 15 de novembro de 2011. Ele também foi implicado no massacre na prisão de Tadmor em 1980 e adquiriu o apelido de "açougueiro de Tadmor".

Rifaat al-Assad também foi mencionado em um relatório da CIA sobre atividades de tráfico de drogas na Síria durante a década de 1980, junto com outros funcionários sírios como Ali Haydar, Mustafa Tlass e Shafiq Fayadh.

Quando Hafez al-Assad sofreu problemas cardíacos no final de 1983, ele estabeleceu um comitê de seis membros para governar o país composto por Abdul Halim Khaddam, Abdullah al-Ahmar, Mustafa Tlass, Mustafa al-Shihabi, Abdul Rauf al-Kasm e Zuhair Masharqa. Rifaat não foi incluído, e o conselho era composto inteiramente por leais Sunitas próximos a Hafez, que eram em sua maioria figuras leves no estabelecimento militar-de-segurança. Isso causou desconforto no corpo de oficiais dominado por alauitas, e vários oficiais de alta patente começaram a se reunir em torno de Rifaat, enquanto outros permaneciam leais às instruções de Hafez.

Em março de 1984, as tropas de Rifaat, que agora somavam mais de 55 000 com tanques, artilharia, aeronaves e helicópteros, começaram a assumir o controle de Damasco. Um esquadrão dos tanques T-72 de Rifaat posicionou-se na rotatória central de Kafr Sousa e no Monte Qasioun, com vista para a cidade. As forças de Rifaat montaram postos de controle e barricadas, colocaram cartazes dele em prédios do governo, desarmaram tropas regulares e prenderam arbitrariamente soldados do Exército regular, ocuparam e confiscaram delegacias de polícia, prédios de inteligência e prédios do governo; as Companhias de Defesa rapidamente superaram e assumiram o controle tanto das Forças Especiais quanto da Guarda Republicana. Embora Damasco estivesse dividida entre dois exércitos e parecesse à beira da guerra, Rifaat não se moveu. Informado de que Rifaat estava indo para Damasco, seu irmão Hafez al-Assad deixou seu quartel-general para encontrá-lo. O jornalista britânico Patrick Seale relata um momento íntimo entre os dois irmãos:

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