Neste Dia

Rui Costa Pimenta

Jornalista e político brasileiro

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Rui Costa Pimenta (São Paulo, 25 de junho de 1957) é um jornalista e político brasileiro, filiado ao Partido da Causa Operária (PCO), do qual é o presidente nacional desde 1995. É neto de João da Costa Pimenta e foi candidato à presidência da República por três vezes: 2002, 2010, 2014, e atualmente é pré-candidato na eleição de 2026.

Neto de João da Costa Pimenta, Rui é formado pela Faculdade Cásper Líbero, tendo já atuado nos movimentos estudantis e sindical. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980, integrando a tendência petista Causa Operária. Após divergências políticas, a Causa foi expulsa do PT em 1995 – ano em que ocorreu a fundação do PCO. Edita o jornal Causa Operária, além de ministrar cursos e palestras no Brasil e na Europa.

Rui Costa Pimenta começou suas atividade políticas na ditadura militar, em 1976. Começou a militar no movimento estudantil ao entrar na Universidade, participando do Congresso de Refundação da UNE em 1980 (Salvador), e foi diretor do Centro Acadêmico de Estudos Literários e Linguísticas (CAELL) da Faculdade de Letras da USP.

Em 1980 fez parte também do Congresso de Fundação da Organização IV Internacional, que daria origem à tendência Causa Operária do Partido dos Trabalhadores, baseada no nome do jornal da organização. No decorrer da década de 80, Rui participa das grandes lutas sindicais contra o governo Sarney. Em 1985, ano de maior crescimento do movimento grevista, é eleito diretor da Central Única dos Trabalhadores na região da grande São Paulo.

Em 1992, os militantes da Causa Operária declararam publicamente a sua ruptura com o PT. Em 1995, após um trabalho preparatório de três anos, foi lançado o Partido da Causa Operária, que obteve um registro provisório como partido legal. Em 1996, após uma campanha nacional de filiações, o partido obteve registro definitivo.

Em março de 2024, Rui se encontrou no Catar com o líder do Hamas, Ismail Haniya.

Rui foi candidato à Presidência da República em 2002, tendo obtido 38 619 votos (0,05%).

Foi novamente candidato em 2006, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o pedido de registro da candidatura alegando erro na prestação de contas relativa à campanha presidencial das eleições de 2002. Em protesto, o partido começou a usar sua parcela do horário político para protestar contra o TSE e incentivar a população a fazer o mesmo. O partido alegava que a ação do TSE foi uma "aberração jurídica", pois o TSE se utilizou de uma deliberação de 2004, com efeito retroativo sobre o atraso da prestação de contas de 2002. O protesto do PCO foi tirado do ar pois, segundo o TSE, houve um "desvirtuamento do programa veiculado pela agremiação, veiculando-se conteúdo aparentemente ofensivo e dissociado dos fins da propaganda eleitoral gratuita".

Em 2010, foi candidato pela segunda vez, tendo obtido 12 206 votos (0,01%).

Em 2014, concorreu novamente, alcançando 12 324 votos (0,01%). Nessas eleições, Rui deu entrevistas à Rede Globo, ao site Congresso em Foco e à Rádio CBN. Na Rede Globo, quando perguntado sobre suas aspirações nas eleições, o candidato afirmou que concorre em condições desiguais e que: "Concorro sem a menor ilusão. Não acreditamos que o sistema eleitoral nos permita ganhar", e completou: "o objetivo da candidatura é cumprir o papel de debater o programa político do partido".

Em 2018, Rui e o PCO decidiram apoiar de maneira crítica a candidatura do presidenciável do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. O partido, no entanto, se recusou a entrar na coligação por diferenças programáticas.

Rui Costa é trotskista. Ele se opõe ao imperialismo e ao neoliberalismo. Paralelamente, adota posições consideradas heterodoxas pela esquerda contemporânea ao defender a liberdade de expressão absoluta e o direito irrestrito ao armamento civil, e ao se opor fortemente à política identitária. Também defende formalmente a dissolução total do Supremo Tribunal Federal, propondo que os juízes sejam eleitos pelo voto popular e tenham mandatos revogáveis.

No âmbito da política externa, Pimenta defende a atuação militar da Rússia na Guerra da Ucrânia, classificando-a como uma reação à expansão da OTAN em direção ao leste europeu. O político também manifesta apoio formal às ações do Hamas, do Hezbollah e do governo do Irã sob a justificativa de direito à resistência anti-imperialista. Adicionalmente, critica o alinhamento diplomático de setores moderados da esquerda brasileira com fóruns econômicos internacionais, defendendo que o Brasil rompa com organismos financeiros e multilaterais que considera instrumentos de opressão colonial.

Pimenta manifestou apoio ao influenciador Monark após o desligamento deste do Flow Podcast em 2022. Na ocasião, o influenciador havia defendido a legalidade de um partido nazista sob o argumento da liberdade de expressão. Pimenta declarou que considera o nazismo "uma abominação", mas defendeu que a ideologia deve ser combatida no debate público e "não através de uma legislação estatal", posicionando-se contra a criminalização de opiniões. Pimenta argumenta que a concessão de poder legal ao Estado para banir o nazismo estabeleceria um precedente jurídico que, posteriormente, poderia ser utilizado por setores conservadores ou detentores do poder econômico para criminalizar o comunismo e organizações de esquerda. Em 2026, o político voltou a se manifestar contra as decisões judiciais de bloqueio das contas de Monark nas redes sociais, afirmando que o influenciador é alvo de perseguição política motivada por pressões de grupos de interesse internacionais.

Feminismo e questões de gênero

Rui Costa manifestou oposição ao Projeto de Lei 896/2023 (popularmente chamado de "PL da Misoginia"), justificando seu posicionamento por ser contrário à ampliação dos poderes repressivos do Estado brasileiro, ainda que a proposta tenha como justificativa o combate à extrema-direita.

Rui manifestou oposição aos estudos e identidades de gênero, termo que classificou empiricamente como "ideologia de gênero". O político argumentou que a separação entre gênero e sexo biológico é uma construção abstrata e que carece de base concreta para a organização social. Adicionalmente, posicionou-se de forma contrária à utilização de banheiros femininos por mulheres trans, defendendo como alternativa a implementação de instalações individuais ou unissex.

Rui Costa apresenta todos os sábados no canal de TV on-line do YouTube Causa Operária TV o programa Análise Política Semanal, debatendo sobre os principais temas políticos da semana, além de sua análise semanal às terças-feiras no canal do YouTube do Brasil 247.

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