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São Gotardo (Minas Gerais)

Município brasileiro do estado de Minas Gerais

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São Gotardo é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil. Tinha 40 910 habitantes no censo de 2022 e ocupa uma área de 866,087 km² (334 mi²). A sede municipal fica a cerca de 1 100 m (3 610 ft) de altitude, na região do Alto Paranaíba. As propriedades rurais comerciais nos arredores cultivam cenoura, batata, alho, abacate e outros produtos agrícolas nos planaltos do Cerrado.

A cidade cresceu em torno de um povoado chamado Arraial da Confusão, no século XIX. A paróquia recebeu o nome de São Gotardo em 1885, e a administração municipal foi transferida de Rio Paranaíba para o local em 1915. A agricultura mudou a partir de 1973, com o início do Programa de Assentamento Dirigido do Alto Paranaíba, conhecido como PADAP. O programa levou famílias de agricultores nipo-brasileiros ao Cerrado e ofereceu estradas, energia elétrica, crédito e assistência técnica para a agricultura mecanizada.

O cultivo de hortaliças atraiu trabalhadores do norte de Minas Gerais e do Nordeste, em especial do Maranhão. São Gotardo tem cinco distritos. Suas instituições culturais públicas funcionam no Prédio Amarelo, onde ficam uma biblioteca, um museu e uma escola de música.

Primeiros moradores e formação da paróquia

No início do século XIX, Antônio Valadares e Domingos Pereira Caldas deixaram a região de Pitangui em busca de terras para cultivo e se estabeleceram nos limites da Mata da Corda. Valadares escolheu uma área próxima ao Córrego da Confusão, enquanto Caldas se fixou no lugar que mais tarde recebeu o nome de Campo Domingos Pereira. Joaquim Gotardo de Lima e Leonel Pires Camargos chegaram de Carrancas em 1836 e se instalaram nas terras de Valadares, onde depois cresceu a sede municipal. Joaquim Gotardo foi nomeado inspetor interino do quarteirão local em 1º de agosto de 1837. Casas foram erguidas ao redor de sua propriedade e formaram um pequeno povoado chamado Arraial da Confusão.

Até 1852, famílias de Cajuru, Santo Antônio da Pedra, Lagoa Dourada e Formiga haviam se juntado ao povoado. A Lei Provincial nº 575 elevou São Sebastião de Pouso Alegre, nome então usado nos textos oficiais, à condição de distrito de paz de Pitangui em 4 de maio daquele ano.

O povoado pertenceu à paróquia de Santo Antônio dos Tiros até 1862, quando o bispo Antônio Ferreira Viçoso criou a paróquia de São Sebastião. A construção da primeira igreja matriz começou em 1864 no local de uma capela anterior. A Lei Provincial nº 1 905 transformou o povoado em freguesia em 19 de julho de 1872. O primeiro cemitério foi construído no ano seguinte, no terreno ocupado mais tarde pela igreja paroquial.

A Lei Provincial nº 3 300 mudou o nome da Freguesia da Confusão para São Gotardo em 27 de agosto de 1885. O novo nome lembrava Joaquim Gotardo de Lima, em torno de cuja propriedade o povoado havia crescido.

Formação municipal e judiciária

A responsabilidade administrativa por São Gotardo passou de Pitangui para São Francisco das Chagas do Campo Grande e depois para Abaeté. Um decreto estadual transferiu o distrito para Carmo do Paranaíba em 1890. A Lei Estadual nº 556 criou o município de Rio Paranaíba em 1911, com sede em São Francisco das Chagas do Campo Grande. O novo município reunia Rio Paranaíba, São Gotardo e São Jerônimo de Poções, e sua administração foi instalada em 1º de junho de 1912.

A Lei Estadual nº 622 transferiu a sede municipal de Rio Paranaíba para São Gotardo em 18 de setembro de 1914 e mudou o nome do município para São Gotardo. Um decreto de 31 de agosto de 1915 determinou que a transferência entraria em vigor em 30 de setembro. O município comemora seu aniversário nessa data. A coletoria estadual foi transferida de Rio Paranaíba para a nova sede em dezembro.

A Lei Estadual nº 663 criou o termo judiciário de São Gotardo em 1915. Ele pertencia à comarca de Carmo do Paranaíba e foi instalado em 14 de julho de 1917. São Gotardo tornou-se sede de comarca própria pelo Decreto Estadual nº 155, de 1935. O fórum foi instalado em 2 de abril de 1936.

Rio Paranaíba voltou a ser um município separado pela Lei Estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923. A mesma lei criou São José das Perobas como distrito de São Gotardo. A sede municipal recebeu a categoria de cidade em 10 de setembro de 1925.

As viagens por estrada começaram a melhorar na mesma década. Em 1925, o estado concedeu a dois moradores de São Gotardo a construção de uma estrada para automóveis entre o município e Ibiá, com subsídio por quilômetro. Os planos aprovados em 1926 davam à estrada uma extensão de 66,34 km (41,2 mi).

Mudanças no território municipal

São Gotardo entrou na década de 1930 com três distritos, São Gotardo, São Jerônimo de Poções e São José das Perobas. O Decreto-Lei Estadual nº 148 devolveu o nome São Jerônimo de Poções ao distrito então chamado São Joaquim de Poções e mudou o nome de São José das Perobas para Funchal em 1938.

O mapa municipal mudou novamente em 1943. São Jerônimo de Poções passou ao novo município de Campos Altos, enquanto Matutina foi criada com terras retiradas de São Gotardo e Funchal. Matutina tornou-se município em 1953. A Lei Estadual nº 1 039 também criou o distrito de Rosalinda, antes povoado de Santa Rosa, a partir de parte do distrito-sede de São Gotardo.

Rosalinda separou-se de São Gotardo como o município de Santa Rosa da Serra em 1962. A lei que criou o novo município também instituiu os distritos de Guarda dos Ferreiros e São José da Bela Vista em São Gotardo. A Lei Municipal nº 1 399 criou Abaeté dos Venâncios em 1999. Desde então, São Gotardo é formado por cinco distritos, São Gotardo, Abaeté dos Venâncios, Funchal, Guarda dos Ferreiros e São José da Bela Vista.

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São Gotardo (Minas Gerais) | World in Stories