São José do Barreiro é um município no leste do estado de São Paulo, na microrregião de Bananal. Sua população segundo o censo de 2022 era de 3 853 habitantes O município é formado pela sede e pelo povoado de Formoso.
É um dos 70 municípios considerados estâncias turísticas pelo estado de São Paulo. O garante lhe garante um repasse maior de verba estadual para a promoção do turismo. Além disso, pode utilizar o título de "Estância Turística" junto ao nome do município.
No século XVIII, o território municipal era utilizado como rota alternativa dos tropeiros que traziam riquezas de Minas Gerais para o porto de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), para evitar postos de fiscalização e cobranças.
Por volta de 1820, João Ferreira de Souza e seus cunhados Fortunato, João e José Pereira Leite edificaram uma capela em louvor a São José, em terras então pertencentes à vila de Areias, assim surgindo a povoação de São José do Barreiro, cujo nome se deve ao santo padroeiro e um atoleiro de difícil passagem (“barreiro”).
Em agosto de 1822, a Fazenda Pau d'Alho, no atual território barreirense, serviu de parada para Dom Pedro I, quando este trafegava pela província de São Paulo, logo antes de proclamar a independência.
Com o desenvolvimento da povoação de São José do Barreiro, o que se deve sobretudo ao principal produto ali cultivado, o café, esta foi elevada à categoria de freguesia pela Lei Provincial nº 17, de 4 de março de 1842, subordinada a Areias, se tornando vila por meio da Lei Provincial nº 6, de 9 de março de 1859.
Em 1860, segundo Zaluar, Sâo José do Barreiro era uma "pitoresca vila reclinada no regaço de um vale ameno e verdejante", tendo a vista das montanhas a perder-se no horizonte por todos os lados. As estradas que levavam à vila eram regulares. As ruas da vila eram alinhadas, quase todas planas, com prédios construídos com regularidade. A vila, de 5 mil a 6 mil habitantes, estava dividida em dois bairros: na parte mais elevada, o bairro nobre, com as construções mais importantes e as pessoas mais abastadas e no topo, a igreja matriz; logo abaixo, o bairro das classes pobres, com casas cobertas com sapé.
Havia uma escola de ensino primário (de 20 anos de existência) e um colégio para meninas (de 8 anos de existência); que ensinavam 45 alunos de ambos os sexos. O teatro de Barreiro estava quase completamente construído, sendo o melhor que havia dentro os municípios circunvizinhos. Também estava quase completo o cemitério da cidade, com muros de pedra, e uma ponte sobre o Rio Barreiro. Havia planos de construir uma Casa de Câmara e cadeia. Tudo construído com doações da comunidade. Até 1860, o município não havia recebido valores dos cofres públicos para infraestrutura.
O desenvolvimento do povoado até sua formação enquanto cidade deu-se graças ao principal produto alí cultivado, o café. Ao longo do século XIX, São José Barreiro tornou-se, primordialmente, um dos maiores centros de produção cafeeira do Brasil, por isso preserva uma série de construções, como a Fazenda Pau d’Alho, a Fazenda da Barra e a Fazenda São Francisco, que representam a fartura econômica vivida na época.
Ainda assim, diferente de outras cidades do Vale do Paraíba, São José dos Campos teve participação mais modesta no ciclo cafeeiro (apenas 2,2% da produção do Vale), através de pequenas e médias propriedades. A cidade obteve um aumento produtivo significativo nas décadas de 1850 e 1860, principalmente devido à emancipação da cidade, em 1862. Atingiu o seu auge na década de 1880, mesmo assim, a produção local não superava safras menores do que cidades próximas do Vale.
Assim como em outras regiões do Vale do Paraíba, as propriedades cafeeiras de São José dependiam em grande parte do trabalho escravizado. Segundo Maria Aparecida Papali (1996), os fazendeiros possuíam em média de 10 a 15 escravizados. Entretanto, no final do século XIX, após a abolição da escravatura, São José enfrentou crises em suas lavouras de café devido à falta de mão-de-obra ocasionada pela migração da população para outras regiões com solos melhores.
No ano de 1860, também de acordo com Zaluar, estimava-se que o município teria uma safra de 250 mil arrobas de café.
A Lei Provincial nº 35, de 10 de março de 1885, elevou São José do Barreiro à categoria de cidade, em um momento em que o café na região do Vale do Paraíba Paulista estava em decadência, o que levou a um êxodo de parte da população barreirense.
Em 1928, o então presidente Washington Luís inaugurou uma nova estrada Rio de Janeiro-São Paulo, que passava por Barreiro. Seu trecho entre Cachoeira Paulista e Bananal é atualmente denominada Rodovia dos Tropeiros. Alguns anos depois, em 1932, o município foi palco de combates na Revolução Constitucionalista.
Pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, o município teve seu nome alterado para Barreiro, mas voltou a se denominar São José do Barreiro pela Lei Estadual nº 2456, de 30 de dezembro de 1953.
O município de São José do Barreiro está situado no estado de São Paulo, na região do Vale do Paraíba. Possui uma área de 570,685 km².
Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 2.389 brancos (62%), 1.264 pardos (32,81%), 198 pretos (5,14%), 1 amarelo (0,03%) e 1 indígena (0,03%).
O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1975 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1987 com o código de área (0125). Anteriormente a cidade era atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB).