Neste Dia

São Raimundo das Mangabeiras

Município brasileiro do estado do Maranhão

Anúncio

São Raimundo das Mangabeiras é um município brasileiro do estado do Maranhão, situado na região Nordeste do país. A cidade desenvolveu-se às margens do Rio Neves e do ribeirão Cachoeira, incluindo, ainda, as cacimbas do Bairro Ouro Preto, Palmeiras e o Riacho Engano. Sua toponímia é uma alusão a São Raimundo Nonato, adotado por Cipriano Taveira como o padroeiro da cidade, e à vastidão de matas mangabeiras que existiam no local. Sua população estimada em 2016 era de 18 548 habitantes.

O distrito de São Raimundo das Mangabeiras está vinculado ao município de mesmo nome e é pertencente à Mesorregião do Sul Maranhense e à microrregião geográfica Chapada das Mangabeiras, integrando a 9ª Região de Planejamento do Estado do Maranhão, a Região de Planejamento do Baixo Balsas (Lei Complementar 108/2007).

Iniciada pelas limitações do riacho Vargem e das Cacimbas do Ouro Preto, entre Palmeiras e o quase falecido riacho Engano. O Hino Municipal especifica que foi encontrada por pastoreiros às margens das “águas do Rio Neves e do Ribeirão Cachoeira". A princípio ficou conhecida como “Malhada das Mangabeiras” em terras majoritariamente das famílias Lopes e Resplandes – conhecida como uma das maiores famílias mangabeirenses até os dias atuais.

O início do povoamento data de 1890. Porém, até 1895 residiam apenas seus primeiros habitantes: os familiares de Faustino Trindade e Sabino Bezerra. Cipriano Taveira, de Jerumenha – PI, chegando posteriormente, empenhou-se em construir uma igreja católica com São Raimundo Nonato como padroeiro. A partir de então, a região era chamada de São Raimundo.

A agricultura e agropecuária atraiu moradores e empreendedores de Caxias, Loreto, Passagem Franca, Nova Iorque, Pastos Bons e Açaré, expandindo suas fronteiras e iniciando, em 1911, o intercâmbio comercial que adotou Floriano como o principal setor. A principal via de acesso para os mercadores era o Rio Neves. Desta premissa ficou conhecida como “Mangabeiras do Rio Neves”.

A cidade progredia e ganhava destaque regional. No entanto, era subalterna a Loreto, havendo se tornado vila em 1925, porém, como 3º Distrito loretense. Por fim, foi adotado o nome do santo padroeiro local e aproveitando a vastidão de matas mangabeiras para inteirar o nome formal do município, o que resultou na Vila de “São Raimundo das Mangabeiras”.

Quando o país saiu do regime ditatorial da época – até mesmo com simpatizantes fascistas – a Vila, em busca da emancipação, apoiou José Franklin Serra Costa. A comunicação e acessibilidade eram difíceis pela falta de estradas e telefones, mas Raimundo Nonato dos Santos e Eusébio Lopes eram os principais intermediadores. José Franklin Serra Costa conquistou o apoio de Manoel José de Santana, outro político que lutou pela independência do vilarejo. Assim, em 31 de dezembro de 1948 a Lei nº 272 foi criada, separando São Raimundo das Mangabeiras de Loreto. Elevada à categoria de município, adquirindo autonomia política, territorial e econômica foi emancipada no dia 10 de fevereiro de 1949 nomeando Raimundo Nonato dos Santos como prefeito temporário, elegendo em seguida Manuel Olívio de Carvalho.

Conforme o senso do IBGE de 2010, a população mangabeirense estava composta por 11.840 cidadãos pardos, 3.906 brancos, 1.424 negros e 303 de raça amarela, dentre os quais 8.884 homens e 8.590 mulheres.

Entre um total de 996 empresas no município, o setor da agropecuária é o setor de mais destaque na economia municipal, correspondendo, em 2010, a mais de 66% do PIB. Além disto, ficou em 30º lugar na lista das 100 cidades do país com maiores PIBs agropecuários no mesmo ano de 2010, ocupando o 2º lugar na lista estadual, atrás apenas de Açailândia que ficou em 1º lugar no ranking estadual e em 17º na tabela nacional.

No setor agrícola de São Raimundo das Mangabeiras, o valor total da produção atingiu R$ 634 milhões no ano de 2024, de acordo com dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) e da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. A economia agrícola local é amplamente liderada pela cultura da cana-de-açúcar, que responde por 48,7% do valor total produzido, seguida pelo milho em grão com 31,5% e pela soja em grão com 12,7%. Outras culturas de menor escala registradas no município incluem a mandioca, o arroz, a banana, a castanha-de-caju, o coco-da-baía e o feijão. Do ponto de vista histórico, o perfil agrícola do município passou por transformações importantes a partir de 2022, período em que a produção de cana-de-açúcar registrou um crescimento expressivo e assumiu a liderança do valor de produção municipal, superando as culturas de milho e soja, que apresentaram oscilações e retração no mesmo intervalo.

A pecuária de São Raimundo das Mangabeiras contabilizou um rebanho total estimado em 112 mil cabeças no ano de 2024, conforme dados oficiais do IBGE (PPM/PAM). A principal atividade do setor é a bovinocultura, que detém a liderança isolada com 48,8% da produção pecuária do município. A avicultura também possui forte representação local, com o total de galináceos representando 31,1% do setor, dos quais 11,9% correspondem especificamente ao criatório de galinhaas. Em menor proporção, o município registra a criação de suínos (incluindo matrizes), ovinos, equinos, caprinos e bubalinos. A análise histórica entre 2017 e 2024 aponta que o rebanho bovino manteve uma trajetória de crescimento constante e consolidação no período, enquanto os índices de galináceos demonstraram estabilidade com um leve declínio nos anos recentes, e as demais espécies pecuárias mantiveram seus plantéis estáveis.<

A renda per capita média de São Raimundo das Mangabeiras cresceu 152,32% nas últimas duas décadas, passando de R$ 119,39, em 1991, para R$ 301,25, em 2010. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento nesse período de 4,99%. Entre 1991 e 2000, taxa média anual de crescimento foi de 6,55%, e 3,61%, entre 2000 e 2010. A proporção de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00 (a preços de agosto de 2010), declinou de 84,92%, em 1991, para 65,34%, em 2000, e para 38,95%, em 2010. A evolução da desigualdade de renda nesses dois períodos pode ser descrita através da oscilação do Índice de Gini, que passou de 0,73, em 2000, para 0,39, em 2003, e para 0,55, em 2010.

O município de apresenta uma expressiva expansão econômica, impulsionada pelo agronegócio, que responde por 61% do valor adicionado local, elevando o PIB nominal a R$ 1,1 bilhão. Esse avanço representa um crescimento de 235,8% em dez anos, com o PIB per capita atingindo R$ 58,4 mil, superando as médias estadual e regional, acompanhado por uma evolução de 35,25% no IDHM entre 2000 e 2010, impulsionado pela educação.

Apesar da forte geração de riqueza, o mercado de trabalho formal, que engloba cerca de 3,9 mil trabalhadores, expõe desafios estruturais em relação à igualdade de renda e de gênero. Os homens compõem 57,6% da força de trabalho formal com remuneração média de R$ 2.475,75, enquanto as mulheres, representando 42,4%, recebem uma média inferior de R$ 1.548,08, cenário agravado pela concentração de renda onde 50,3% da população sobrevive com até meio salário mínimo per capita.

Em São Raimundo das Mangabeiras (MA), cerca de 5,2 mil pessoas estão inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) devido à baixa renda. Desse total, o Bolsa Família beneficia diretamente mais de 3.200 famílias, totalizando aproximadamente 8 mil indivíduos assistidos, com valor médio de R$708 por beneficiário. Isso demonstra que quase metade dos moradores da cidade dependem diretamente de programas de transferência de renda. Além disso, programas de combate à fome, como o Maranhão Livre da Fome, assistem mais de 320 famílias, evidenciando alta dependência de auxílios.

É um programa social de transferência direta de renda, direcionado às famílias mangabeirenses em situação de pobreza e de extrema pobreza, de modo que consigam superar a situação de vulnerabilidade e pobreza.

O programa busca garantir a essas famílias o direito à alimentação e o acesso à educação e à saúde. A princípio, o Programa Bolsa Esperança foi instituído pela Lei Municipal nº 53/2011 para beneficiar até 1.500 famílias domiciliadas na cidade há pelo menos dois anos e que possuíssem renda per capita de, no máximo, 1/4 do salário mínimo nacional.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
São Raimundo das Mangabeiras | World in Stories