Sonia Francine Gaspar Marmo (São Paulo, 25 de agosto de 1967) é uma jornalista, comunicadora, consultora e política brasileira, filiada ao Cidadania. Tornou-se nacionalmente conhecida como VJ da MTV Brasil e atua há décadas na promoção de políticas públicas, diversidade e direitos humanos.
Nascida no bairro de Santana, formou-se em cinema pela ECA-USP, e participou de alguns filmes feitos pelos alunos do curso de cinema da ECA.
Soninha teve experiência como atriz amadora em várias peças. Sua primeira peça foi apresentada em inglês, no Festival de Teatro da Cultura Inglesa de São Paulo, onde participou de uma adaptação de Round and Round the Garden (Norman Conquests), texto de 1973 do renomado dramaturgo e diretor teatral inglês Alan Ayckbourn. A outra como Joana, papel principal da peça Gota d'Água de Chico Buarque de Holanda, atuando junto com Laerte Mello (Creonte), ambas dirigidas por Robson Camargo. A performance recebeu o prêmio The Best Production Award do Drama Festival da Cultura Inglesa de 1984.
Soninha iniciou sua trajetória na MTV Brasil como assistente de produção, passando a coordenadora e redatora de programas. Em 1994, estreou como apresentadora e se destacou nacionalmente pelo carisma e estilo irreverente, permanecendo por dez anos na emissora. Em 2000, passou a apresentar o programa "RG" na TV Cultura, voltado ao público jovem. Durante sua passagem pela TV Cultura, Soninha apareceu na capa da Época, na qual falou abertamente sobre o uso de maconha e a importância de um debate público sobre sua descriminalização. A repercussão gerou controvérsias e resultou em sua saída da emissora.
Desde então, defende a discussão aberta e responsável sobre o tema, especialmente no contexto do uso medicinal da substância e seus benefícios comprovados. Em 2017, como secretária anunciada da gestão Doria, reforçou sua posição em defesa do canabidiol no tratamento de dependência química, destacando seu potencial no enfrentamento ao crack. Foi colunista da Folha de S.Paulo e colaboradora de veículos como a revista Vida Simples. Em 2007, integrou o elenco do programa Saia Justa, ampliando sua atuação como comunicadora.
Além de colunista da Folha de S.Paulo e da revista Vida Simples, Soninha é autora e coautora de livros que tratam de juventude, espiritualidade, diversidade e cidadania.
Porque sou budista? (Jaboticaba, 2004) – relato pessoal sobre sua vivência espiritual e descobertas no budismo.
Tipo assim: Adolescente (Papirus, 2005), com Jairo Bouer – conversa franca sobre juventude, saúde, identidade e escolhas, voltada a adolescentes e famílias.
Meu Pequeno Palmeirense (Belas Letras, 2015) – livro infantil que apresenta, de forma afetiva, a paixão pelo futebol e pelo Palmeiras.
Dizendo a que veio – Uma vida contra o preconceito (Tordesilhas, 2018) – autobiografia que conecta sua trajetória pessoal e pública com temas de direitos humanos e diversidade.
Para Ser Jogador de Futebol (Jaboticaba) – com Raí e Milly Lacombe, reúne dicas, relatos e reflexões para quem sonha com o futebol profissional.
Febre de Bola (Nossa Cultura) – narração da versão em audiolivro do clássico de Nick Hornby sobre o futebol como paixão.
Soninha entrou para a política movida pela frustração de ver boas ideias sociais se perderem por falta de continuidade. Foi eleita vereadora de São Paulo em 2004 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com 50 989 votos, com forte atuação em temas como juventude, diversidade, mobilidade urbana, cultura e tecnologia. Na Câmara, foi relatora de comissões como a CPI do Trabalho Análogo à Escravidão e da Comissão Parlamentar de Estudos sobre as Mudanças Climáticas.
Em 2006, candidatou-se a deputada federal, recebendo 44.953 votos. Já em 2007, filiou-se ao PPS (atual Cidadania) e disputou a Prefeitura de São Paulo em 2008, obtendo 266.978 votos. Em seguida, foi nomeada subprefeita da Lapa (2009–2010) pela gestão Gilberto Kassab. Após deixar o cargo, atuou como editora do site da campanha presidencial de José Serra e foi superintendente da Subsecretaria do Trabalho Artesanal nas Comunidades (SUTACO), a convite do então governador Geraldo Alckmin.
No ano de 2012, disputou novamente a prefeitura e, em 2013, lançou o blog "Tecla SAP" para traduzir a política para o público geral. Em 2015, foi nomeada para a Coordenadoria de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo.
Retornou ao legislativo paulistano ao ser eleita vereadora novamente em 2016, com 40.113 votos. No ano seguinte, em 2017, foi nomeada secretária municipal de Assistência Social, deixando o cargo após 110 dias. Já em 2020, concorreu novamente à vereança, mas não foi reeleita, recebendo 13.338 votos.
Em maio de 2022, assumiu a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania na gestão Ricardo Nunes, onde permaneceu até janeiro de 2025, coordenando políticas públicas voltadas à inclusão, diversidade e combate à fome.
Em 28 de julho de 2026, Soninha teve sua pré-candidatura lançada ao Senado Federal por São Paulo pela ]Federação PSDB Cidadania. Em entrevista ao O Globo, declarou-se de esquerda não radical. E afirmou que sua campanha focaria em temas nacionais e que buscaria o voto de eleitores moderados.