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Tereza Cristina (política)

Engenheira agrônoma e política brasileira, ex-ministra da Agricultura e senadora da República

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Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, ou simplesmente Tereza Cristina (Campo Grande, 6 de julho de 1954), é uma engenheira agrônoma, empresária e política brasileira, filiada ao Progressistas (PP). É Senadora e foi Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil entre 2019 e 2022, além de Deputada Federal entre 2015 e 2023. Foi eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul nas eleições gerais de 2022; tendo representado a mesma unidade federativa na Câmara Baixa do Congresso Nacional.

Tereza Cristina nasceu em 6 de julho de 1954, em Campo Grande, então parte do estado de Mato Grosso, hoje capital de Mato Grosso do Sul. Proveniente de uma família com raízes históricas na região, é bisneta de Pedro Celestino Corrêa da Costa, ex-governador de Mato Grosso, e neta de um pioneiro no desenvolvimento agrícola do estado, o que influenciou sua conexão com o agronegócio. Casada, é mãe de um filho e avó, conciliando sua trajetória profissional com a vida familiar.

Formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Tereza Cristina consolidou sua expertise técnica no setor agropecuário. Antes de ingressar na política, atuou como empresária no agronegócio e ocupou cargos gerenciais em secretarias estaduais de Mato Grosso do Sul, como Planejamento e Agricultura, nas décadas de 1990 e 2000, gerenciando projetos voltados para infraestrutura rural e pecuária.

Tereza Cristina iniciou sua trajetória política em Mato Grosso do Sul, com uma candidatura à prefeitura de Terenos em 2004 pelo PSDB, obtendo 38,31% dos votos (cerca de 2 881 votos), não se elegendo.

Foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB), promovendo investimentos no setor agrícola, apoio a pequenos produtores e integração de políticas industriais com o setor primário, contribuindo para o crescimento econômico do estado. Ela foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país.

Tereza Cristina foi eleita deputada federal pelo PSB nas eleições de 2014 com 75.149 votos.

Durante seu mandato, Tereza Cristina atuou como uma das principais lideranças da bancada ruralista na Câmara, consolidando-se à frente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Em janeiro de 2017, foi eleita para liderar a bancada do PSB na Câmara dos Deputados, derrotando o deputado Tadeu Alencar (PE) por 22 a 14 votos. Com isso, passou a liderar um grupo de 36 deputados.

Deixou, em outubro de 2017, o Partido Socialista Brasileiro, por discordar da posição contrária que o partido passou a adotar frente ao Governo Temer. Foi acompanhada por outros membros do PSB que também apoiavam o governo de Michel Temer: os deputados Fabio Garcia (MT), Adilton Sachetti (MT) e Danilo Forte (CE), além do ministro Fernando Coelho Filho. Em dezembro, ingressou no Democratas (DEM).[carece de fontes?]

Em fevereiro de 2018, foi eleita presidente da FPA, grupo pluripartidário que reúne mais de 200 parlamentares e defende interesses do setor agropecuário. Como líder da Bancada Ruralista, foi uma das principais responsáveis pela aprovação do projeto de lei nº 6 299/2002, que regulamenta o processo de registro de agrotóxicos no Brasil. Sua atuação também incluiu articulações diretas com o Executivo, auxiliando na conquista de cargos-chave em comissões parlamentares relacionadas ao agronegócio.

Foi reeleita pelo DEM nas eleições de 2018 com 75 068 votos.

Licenciou-se do cargo de deputada federal entre 1º de janeiro de 2019 e 30 de março de 2022 para assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo Jair Bolsonaro.

Ministra da Agricultura (2019–2022)

Tereza Cristina ocupou o cargo de Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de 1º de janeiro de 2019 a 30 de março de 2022, durante o governo Jair Bolsonaro. Sua gestão envolveu políticas de apoio ao setor agropecuário, mas também gerou debates sobre questões ambientais e regulatórias.

Tereza Cristina foi indicada para o ministério por 20 integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Sua escolha foi associada à sua trajetória como líder ruralista, embora tenha recebido críticas iniciais por ligações com o setor de agrotóxicos, o que lhe rendeu o apelido de "Musa do Veneno" por opositores.

Políticas econômicas e exportações

Durante sua gestão, o agronegócio brasileiro registrou crescimento nas exportações, com um recorde em 2021 que contribuiu para a balança comercial do país. No primeiro semestre de 2020, as exportações aumentaram 10% em comparação ao mesmo período de 2019, ajudando a sustentar o PIB durante a pandemia de COVID-19 e mantendo o abastecimento interno. Tereza Cristina promoveu o aumento de exportações para mercados como os Estados Unidos, participando de encontros com investidores em 2019. A gestão também priorizou metas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e outros instrumentos de apoio ao setor.

Em novembro de 2020, recebeu a visita do deputado federal Celso Maldaner, que fez a ministra conhecer as principais necessidades dos produtores rurais catarinenses depois que estes foram atingidos pela estiagem que assolou o sul do país nos meses de outubro e novembro de 2020, dentre essas necessidades encontrava-se agilidade na emissão do relatório de comprovação de perdas, que permitiria rapidez aos trâmites do seguro agrícola. Em atendimento a algumas destas solicitações, a ministra ainda conseguiu a abertura de novos limites de crédito, flexibilizou a vistoria e a análise de comprovação de perdas acima de 60%, com indenização do Proagro e ainda flexibilizou a liberação imediata da área para novo plantio.

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