O terremoto Riobamba de 1797 ocorreu às 12h30 UTC de 4 de fevereiro. Ele devastou a cidade de Riobamba e muitas outras cidades no vale interandino, causando entre 6 000 a 40 000 vítimas. Estima-se que as intensidades sísmicas na área epicentral atingiram pelo menos XI na escala de intensidade de Mercalli, e que o terremoto teve uma magnitude de 7,6–8,3, o evento histórico mais poderoso conhecido no Equador. O terremoto foi estudado pelo geógrafo prussiano Alexander von Humboldt, quando ele visitou a área em 1801-1802.
A região de Riobamba está inserida num ambiente tectónico altamente ativo, moldado pela convergência acelerada entre a Placa de Nazca e a Placa Sul-Americana. O sismo de 1797, contudo, não foi um evento de subducção oceânica direta, mas sim um terramoto crostal superficial gerado pelo sistema de falhas inversas de Pallatanga, que acomoda a deformação interna da cordilheira dos Andes.
A antiga cidade de Riobamba foi tão severamente soterrada e arrasada por deslizamentos de terra gigantescos que as autoridades coloniais decidiram que era impossível reconstruí-la ali. A cidade inteira foi refundada e mudada para a sua localização atual (cerca de 14 km de distância), projetada do zero com ruas largas e retas para o caso de novos sismos.
Estudo de Alexander von Humboldt
O famoso geógrafo prussiano Alexander von Humboldt visitou pessoalmente a região em 1801–1802. Ele recolheu relatos e mapeou os efeitos do desastre, descrevendo fenómenos bizarros como corpos que foram "projetados" devido à aceleração vertical do solo e rios que ficaram completamente bloqueados por lama durante 80 dias (como o rio Pastaza).
O tremor foi tão violento que causou instabilidade geológica generalizada, desencadeando fraturas e atividade eruptiva secundária nos vulcões circundantes, incluindo o Tungurahua e o Cotopaxi.