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The Washington Post

Jornal em Washington, D.C.

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The Washington Post (conhecido localmente como The Post e, informalmente, como WaPo ou WP) é um jornal diário dos Estados Unidos, publicado em Washington, D.C.. É o jornal de maior circulação da Área metropolitana de Washington e um dos jornais de referência do país. Em 2023, o Post tinha 130 mil assinantes da edição impressa e 2,5 milhões de assinantes digitais. Nos dois casos, ocupava o terceiro lugar entre os jornais dos Estados Unidos, atrás de The New York Times e The Wall Street Journal. Em 2025, o número de assinantes da edição impressa caiu abaixo de 100 mil pela primeira vez em 55 anos.

O Post foi fundado em 1877. Nos primeiros anos, passou por diferentes proprietários e enfrentou dificuldades financeiras e editoriais. Em 1933, o financista Eugene Meyer comprou o jornal durante um processo de falência e recuperou suas finanças e reputação. Seus sucessores, Katharine Graham, filha de Meyer, e seu marido, Philip Graham, compraram publicações concorrentes e deram continuidade ao trabalho. Em 1971, a publicação dos Pentagon Papers pelo Post ampliou a oposição pública à Guerra do Vietnã. Os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein conduziram a investigação sobre a invasão da sede do Comitê Nacional Democrata, que se transformou no Caso Watergate e levou à renúncia do presidente Richard Nixon em 1974. Em outubro de 2013, a família Graham vendeu o jornal por US$ 250 milhões à Nash Holdings, empresa de Jeff Bezos.

O jornal recebeu 76 prêmios Pulitzer, número inferior apenas ao do The New York Times. Jornalistas do Washington Post receberam 18 bolsas Nieman e 368 prêmios da White House News Photographers Association. A política dos Estados Unidos ocupa grande espaço em sua cobertura. O jornal é um dos poucos do país que ainda mantêm escritórios de correspondentes no exterior, além de núcleos internacionais para cobertura de notícias de última hora em Londres e Seul.

Em 2021, o jornal mantinha 21 escritórios no exterior: Bagdá, Pequim, Beirute, Berlim, Bruxelas, Cairo, Dacar, Hong Kong, Islamabad, Istambul, Jerusalém, Londres, Cidade do México, Moscou, Nairóbi, Nova Deli, Rio de Janeiro, Roma, Seul, Tóquio e Toronto. Também tinha escritórios locais em Maryland, em Annapolis, no condado de Montgomery, no condado de Prince George e no sul do estado, e na Virgínia, em Alexandria, Fairfax, condado de Loudoun, Richmond e condado de Prince William. Em 2009, o jornal fechou três escritórios regionais nos Estados Unidos, em Chicago, Los Angeles e Nova Iorque, como parte de uma concentração maior em notícias políticas produzidas em Washington e na cobertura local.

The Washington Post não imprime uma edição para distribuição fora da Costa Leste dos Estados Unidos. Em 2009, encerrou a publicação de sua National Weekly Edition devido à queda da circulação. A maior parte dos leitores da edição impressa fica em Washington, D.C., e nos subúrbios de Maryland e do norte da Virgínia. Em março de 2023, a circulação média impressa do Post nos dias úteis era de 139.232 exemplares, a terceira maior entre os jornais dos Estados Unidos.

Durante muitas décadas, a sede principal do Post ficou no número 1150 da 15th Street NW. O imóvel permaneceu com a Graham Holdings quando o jornal foi vendido à Nash Holdings de Jeff Bezos, em 2013. Em novembro daquele ano, a Graham Holdings vendeu os imóveis nos números 1150 da 15th Street, 1515 e 1523 da L Street e o terreno sob o número 1100 da 15th Street por US$ 159 milhões. O Post continuou alugando espaço no número 1150 da L Street NW. Em maio de 2014, alugou a torre oeste do One Franklin Square, edifício no número 1301 da K Street NW, em Washington. O Post possui seu próprio código postal ZIP, 20071.

O jornal foi fundado em 1877 por Stilson Hutchins (1838-1912). Em 1880, ganhou uma edição dominical e tornou-se o primeiro jornal de Washington publicado sete dias por semana.

Em abril de 1878, cerca de quatro meses depois de começar a circular, The Washington Post comprou o concorrente The Washington Union, fundado por John Lynch no fim de 1877. O Union existia havia apenas cerca de seis meses. A publicação resultante passou a sair do Globe Building com o nome The Washington Post and Union em 15 de abril de 1878, com circulação de 13 mil exemplares. O nome Post and Union foi usado por cerca de duas semanas, até 29 de abril. No dia seguinte, o cabeçalho original voltou a ser usado.

Em 1889, Hutchins vendeu o jornal a Frank Hatton, ex-diretor-geral dos Correios dos Estados Unidos, e Beriah Wilkins, ex-deputado democrata de Ohio. Para promover o jornal, os novos proprietários pediram ao regente da United States Marine Band, John Philip Sousa, uma marcha para a cerimônia de premiação de um concurso de ensaios. Sousa compôs "The Washington Post". A composição tornou-se uma das músicas mais usadas para acompanhar o two-step, dança que se popularizou no fim do século XIX, e permaneceu entre as obras mais conhecidas de Sousa.

Em 1893, o jornal mudou-se para um edifício na esquina da 14th Street com a E Street NW, onde permaneceu até 1950. O prédio reunia redação, publicidade, composição tipográfica e impressão, em operação 24 horas por dia.

Em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, o Post publicou a ilustração Remember the Maine, de Clifford K. Berryman, que se tornou um grito de guerra entre marinheiros dos Estados Unidos. Em 1902, Berryman publicou no jornal outra charge, Drawing the Line in Mississippi, na qual o presidente Theodore Roosevelt demonstra compaixão por um filhote de urso. A imagem inspirou o comerciante nova-iorquino Morris Michtom a criar o ursinho de pelúcia. Wilkins adquiriu a participação de Hatton no jornal após a morte deste, em 1894.

Após a morte de Wilkins, em 1903, seus filhos John e Robert administraram o Post por dois anos e, em 1905, venderam o jornal a John Roll McLean, proprietário do Cincinnati Enquirer. Durante a presidência de Woodrow Wilson, o Post publicou aquele que a revista Reason chamou de "o erro tipográfico de jornal mais famoso" da história de Washington. O jornal pretendia informar que Wilson estava "recebendo" sua futura esposa, a Sra. Galt, usando em inglês a palavra entertaining, mas uma edição publicou entering, dando à frase um sentido sexual.

Quando McLean morreu, em 1916, colocou o jornal em um trust, por não confiar que seu filho Edward "Ned" McLean fosse capaz de administrá-lo como parte da herança. Ned conseguiu anular o arranjo nos tribunais, mas, sob sua gestão, o jornal aproximou-se da ruína. Usou os recursos da publicação para sustentar seu estilo de vida e para promover suas posições políticas. No Verão Vermelho de 1919, o Post apoiou grupos brancos e chegou a publicar na primeira página o local onde militares brancos planejavam se reunir para atacar moradores negros de Washington.

Em 1929, o financista Eugene Meyer, que havia dirigido a War Finance Corporation desde a Primeira Guerra Mundial, ofereceu secretamente US$ 5 milhões pelo Post, mas Ned McLean recusou. Em 1 de junho de 1933, três semanas depois de deixar a presidência do Federal Reserve, Meyer comprou o jornal por US$ 825 mil em um leilão de falência. Fez a oferta anonimamente e estava disposto a chegar a US$ 2 milhões, valor muito superior ao dos demais interessados. Entre eles estava William Randolph Hearst, que havia desejado fechar o enfraquecido Post para beneficiar seus próprios jornais em Washington.

As finanças e a reputação do Post se recuperaram durante a administração de Meyer. Em 1946, ele foi sucedido como publisher pelo genro Philip Graham. Meyer acabou prevalecendo sobre Hearst, que havia sido proprietário do antigo Washington Times e do Washington Herald. Os dois jornais foram unidos em 1939 como Washington Times-Herald, comprado pelo Post e incorporado a ele em 1954. O jornal resultante teve oficialmente o nome The Washington Post and Times-Herald até 1973, embora a parte Times-Herald do cabeçalho tenha perdido destaque aos poucos.

A fusão deixou o Post com dois concorrentes locais, o Washington Star, também chamado Evening Star, e o Washington Daily News. Em 1972, os dois se fundiram como Washington Star-News.

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