William Eric Aalto, nascido William Oliver Ahlström, (Nova Iorque, 30 de julho de 1915 - Nova Iorque, 11 de junho de 1958) foi um soldado estadunidense e membro do grupo comunista Batalhão Lincoln, uma unidade que se voluntariou para lutar durante a Guerra Civil Espanhola pela Frente Popular.
William Eric Aalto, de ascendência finlandesa, nasceu no bairro do Bronx, na cidade de Nova Iorque, em 30 de julho de 1915. Sua mãe havia emigrado para os Estados Unidos oito anos antes. Sua mãe filiou-se ao partido comunista local, educando seu filho com a ideologia marxista. Depois de deixar a escola, ele trabalhou como motorista de caminhão e foi membro da Liga Comunista Juvenil [en].
Aalto chegou à Espanha em 17 de fevereiro de 1937, juntando-se às outras Brigadas Internacionais em Albacete. Em março de 1937, filiou-se ao Partido Comunista Espanhol [en].
Durante a Guerra civil espanhola, ele ofereceu-se para atuar como voluntário para operações guerrilheiras perigosas, que frequentemente exigiam que ele trabalhasse atrás das linhas inimigas por até semanas seguidas. Trabalhando com os brigadistas internacionais Alex Kunslich e Irving Goff [en], Aalto foi treinado por instrutores soviéticos no uso de explosivos sensíveis à pressão para destruir trilhos ferroviários, pontes e linhas de energia. Um de seus objetivos era a destruição da principal ponte de abastecimento que atravessava o rio Albarracín. A operação pode ter sido a inspiração para o romance de Ernest Hemingway, Por quem os sinos dobram.
No final de 1937, Aalto participou na Batalha de Teruel, trabalhando novamente atrás das linhas inimigas com Kunslich, Goff e outros guerrilheiros espanhóis.
No dia 23 de maio de 1938, Aalto, agora tenente, liderou a bem-sucedida operação anfíbia em Carchuna [es], Motril, na costa sul da Espanha, que resultou no resgate de 300 prisioneiros republicanos detidos no Forte de Carchuna. Este ataque constitui a única operação deste tipo alguma vez realizada pelo exército espanhol. Mais tarde, foi promovido a tenente em 5 de junho.
Em setembro de 1938, com a derrota republicana à vista, o Batalhão Lincoln foi retirado da linha de frente e, pouco depois, dissolvido. William Aalto voltou para os Estados Unidos.
Durante sua estadia na Espanha, Aalto escreveu: “Um soldado que tem consciência política de que está certo e que tem um sentimento de comunidade com sua sociedade... fará bem seu trabalho”.
Em 1941, o antigo companheiro de armas de Aalto, Irving Goff [en], recomendou-o para o recrutamento para o Escritório de Serviços Estratégicos (OSS). Nessa altura, Aalto confessou a Goff que era homossexual. Goff e outros veteranos do OSS Lincoln comunicaram o fato ao chefe da organização, o general William Donovan [en], solicitando que ele fosse retirado da sua equipe.
No ano de 1942, Aalto foi transferido para um campo de treinamento em Fort Ritchie, em Maryland. Em setembro de 1943, enquanto treinava soldados em trabalhos de demolição, Aalto viu alguém deixar cair uma granada ativa e lançou-se sobre ela. Antes que pudesse jogá-la fora, a bomba explodiu, cortando seu braço na altura do pulso.
Com a ajuda de sua pensão por invalidez e do Lei G.I. [en], retornou aos estudos, cursando poesia na Universidade Columbia. Nessa época, publicou vários de seus escritos na revista New Masses [en]. Após sua traição pelos veteranos da OSS Lincoln, Aalto afastou-se do contato com os veteranos da Brigada Lincoln.
Aalto viajou então para a Europa, onde conheceu o poeta W. H. Audenn. Embora convivesse com outros poetas, Aalto agora escrevia pouco e tendia ao alcoolismo, tornando-se frequentemente violento. No final de sua vida, ele foi amante do poeta James Schuyler [en] e aparece no poema deste último, Dining Out with Doug and Frank.
William Aalto morreu de leucemia em junho de 1958 e foi sepultado no Cemitério Nacional de Long Island [en].
Aalto, William; Goff, Irving (1941). «Guerrilla Warfare in USSR and Spain». Soviet Russia Today. 10 (5). pp. 17–20
Aalto, William; Goff, Irving (1941). «Guerrilla Warfare: Lessons in Spain». Soviet Russia Today. 10 (6). pp. 22–23