Em 4 de setembro de 476 d.C., Rômulo Augusto, o último imperador romano do Ocidente, foi deposto pelo líder germânico Odoacro. Assim terminava um império que havia dominado o mundo conhecido por mais de 500 anos.
Mas a queda de Roma não aconteceu em um dia. Foi um processo lento de séculos, marcado por invasões bárbaras, crises econômicas, corrupção política e divisões internas que corroeram as fundações do império.
No auge de seu poder, Roma controlava territórios da Britânia à Mesopotâmia, do Norte da África ao Danúbio. Suas estradas, aquedutos e leis moldaram a civilização ocidental de formas que persistem até hoje.
A crise do terceiro século (235-284 d.C.) quase destruiu o império. Em 50 anos, mais de 25 imperadores se sucederam, a maioria assassinados. A economia colapsou, as fronteiras foram invadidas e províncias inteiras se separaram.
Diocleciano e Constantino conseguiram estabilizar o império temporariamente, mas a divisão entre Ocidente e Oriente em 395 d.C. selou o destino da metade ocidental. Enquanto o Oriente prosperaria por mais mil anos como Império Bizantino, o Ocidente sucumbiu às ondas de invasões germânicas.