Em 8 de junho de 793, guerreiros nórdicos atacaram o mosteiro de Lindisfarne, na costa da Inglaterra. O ataque chocou a Europa cristã e marcou o início da Era Viking — quase 300 anos de expansão, conquista e exploração.
Os vikings não eram apenas saqueadores brutais. Eram navegadores extraordinários que cruzaram o Atlântico Norte em barcos abertos, sem bússola, guiando-se pelas estrelas, correntes e comportamento de pássaros.
Eles colonizaram a Islândia, a Groenlândia e chegaram à América do Norte por volta do ano 1000 — quase 500 anos antes de Cristóvão Colombo. O assentamento de L'Anse aux Meadows, no Canadá, é a prova arqueológica.
Mas os vikings também foram comerciantes sofisticados. Suas rotas comerciais se estendiam de Bagdá a Constantinopla, de Dublin a Kiev. Fundaram cidades, estabeleceram parlamentos (o Althing islandês de 930 é o mais antigo do mundo) e influenciaram profundamente as culturas que encontraram.
A Era Viking terminou oficialmente em 1066, com a derrota de Harald Hardrada na Batalha de Stamford Bridge. Mas seu legado vive na língua, nos genes e na cultura de metade da Europa.