Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, era alferes, dentista prático e tropeiro. Homem simples de Minas Gerais que sonhava com um Brasil livre do jugo português. Seu sonho lhe custaria a vida.
Em 1789, Minas Gerais sufocava sob impostos abusivos da Coroa Portuguesa. A derrama — cobrança forçada de impostos atrasados — era iminente. Um grupo de intelectuais, militares e clérigos decidiu que era hora de agir.
Os inconfidentes planejavam proclamar uma república inspirada nos ideais iluministas e na recém-independente América do Norte. Queriam uma universidade, manufaturas e o fim da escravidão (embora este último ponto fosse controverso entre eles).
Mas a conspiração foi traída. Joaquim Silvério dos Reis, devedor da Coroa, delatou os companheiros em troca do perdão de suas dívidas. Os conspiradores foram presos um a um.
Tiradentes foi o único condenado à morte. Em 21 de abril de 1792, foi enforcado e esquartejado no Rio de Janeiro. Seus restos foram expostos ao longo da estrada para Minas como aviso. Mas o aviso teve efeito contrário: Tiradentes se tornou mártir e símbolo eterno da luta pela liberdade brasileira.