Na noite de 14 de abril de 1912, o RMS Titanic, considerado "inafundável", colidiu com um iceberg no Atlântico Norte. Em menos de três horas, o maior navio do mundo desapareceu nas águas geladas, levando consigo mais de 1.500 vidas.
O Titanic era o símbolo máximo da engenharia edwardiana. Com 269 metros de comprimento e capacidade para 2.435 passageiros, ele representava o triunfo da humanidade sobre a natureza — ou assim se pensava.
A viagem inaugural partiu de Southampton em 10 de abril de 1912, com destino a Nova York. A bordo estavam milionários como John Jacob Astor IV, o empresário Benjamin Guggenheim e a socialite Margaret "Molly" Brown, além de centenas de imigrantes em busca de uma nova vida na América.
Às 23h40, o vigia Frederick Fleet avistou o iceberg. "Iceberg à frente!", gritou. Mas era tarde demais. O navio raspou no gelo, abrindo uma fenda de 90 metros no casco. A água invadiu os compartimentos estanques um a um.
O que se seguiu foi um drama humano sem precedentes. Havia botes salva-vidas para apenas metade dos passageiros. Mulheres e crianças primeiro — a ordem ecoava pelos conveses enquanto a banda tocava para acalmar os passageiros.
Às 2h20 da manhã de 15 de abril, o Titanic partiu-se ao meio e afundou. O Carpathia chegou ao local às 4h10, resgatando 710 sobreviventes das águas congelantes.