Em 24 de agosto de 79 d.C., o Monte Vesúvio explodiu com uma força equivalente a 100.000 bombas de Hiroshima. Em menos de 24 horas, as cidades de Pompeia e Herculano foram sepultadas sob metros de cinzas e pedra-pomes.
Cerca de 2.000 pessoas morreram em Pompeia — aquelas que não conseguiram fugir a tempo. Foram sufocadas por gases tóxicos ou esmagadas por telhados que cederam sob o peso das cinzas.
Mas a tragédia criou uma cápsula do tempo sem igual. As cinzas preservaram tudo: casas, afrescos, alimentos, grafites nas paredes e até os corpos das vítimas em seus últimos momentos.
Redescoberta em 1748, Pompeia revelou ao mundo como os romanos realmente viviam. Padarias com pães carbonizados ainda nos fornos. Tavernas com cardápios nas paredes. Casas de banho com mosaicos elaborados. Bordéis com pinturas explícitas.
Hoje, Pompeia é o sítio arqueológico mais visitado do mundo depois do Coliseu. E o Vesúvio continua ativo — 3 milhões de pessoas vivem em sua zona de perigo.